Alemanha e Argentina será uma grande final

Leia o post original por Pedro Ernesto

A Argentina chegou à final da Copa do Mundo, mas esteve longe de encontrar a incrível facilidade que teve a Alemanha. Foram 120 minutos de futebol de pura marcação de argentinos e holandeses. Não me lembro de uma chance de gol sequer das duas seleções. Os grandes craques Messi e Robben não conseguiram jogar. Com forte marcação, ficaram distante das suas genialidades.

Felizes foram os alemães, que encontraram a maior barbada de uma semifinal da Copa do Mundo. Mas que estes alemães não pensem que vão pegar mole contra a Argentina. Mascherano e seus companheiros são ferozes marcadores. Muitas vezes com virilidade. Outras tantas, se for necessário, com deslealdade. Vai ser uma grande final.

A Alemanha deve levar vantagem física porque jogou um dia antes e porque passeou. Os argentinos jogaram um dia depois, encontraram um grande adversário e ainda tiveram que encarar uma prorrogação.

Mudanças

Divulgação/ CBF

Divulgação/ CBF

Depois do vexame, o povo brasileiro implora por mudanças radicais no futebol. Só que nada vai acontecer. O presidente anterior da CBF teve que sair do Brasil para não ser preso. Em seu lugar, entrou um velhinho senil e com a vida retalhada de falcatruas. Até medalha ele afanou. Em seguida vem Marco Polo del Nero. É somente a mudança das moscas. O conteúdo continua o mesmo. Outra gestões foram salvas pelos grandes craques brasileiros. Esta safra não salva ninguém. Nem o Felipão.

Sal grosso

Paulo Paixão ingressou no gramado do Mineirão pouco antes do jogo contra a Alemanha e despejou sal grosso. É sua crença. Respeitável. Só que esta atitude não está alinhada com as necessidades atuais do futebol. Enquanto nossos adversários trabalham cientificamente, nos utilizamos de métodos arcaicos, como soltar foguetes na madrugada de Fortaleza para os jogadores da Colômbia não dormirem. Métodos ultrapassados e distantes dos mínimos critérios de modernidade e competência.
Treinadores

Quem poderá substituir Luis Felipe Scolari depois do fiasco do Mineirão? O único nome que me ocorre no futebol brasileiro por parecer um profissional atualizado é Tite. Não desgosto da possibilidade de um estrangeiro comandar a nossa Seleção. Não vejo nos treinadores brasileiros métodos compatíveis com os dias atuais. Tem Copa América, Jogos Olímpicos, Eliminatórias. Não dá para perder tempo.

Demais

A torcida brasileira que esteve no Mineirão foi o que sobrou de qualidade num dia terrível. Quando a Alemanha fez o primeiro gol, os torcedores gritavam “eu acredito”. No segundo, cantavam “sou brasileiro, com muito orgulho no coração”. Quando a Alemanha fez goleada, a torcida entoou o olé. E quando os alemães saíram de campo, foram aplaudidos, numa demonstração de reconhecimento ao futebol de qualidade que foi apresentado. Claro que não esqueceram de vaiar, com força, o jogador Fred. Ele mereceu.

De menos

Todos os repórteres que estavam na Granja Comary denunciaram a falta de treinamentos, seja táticos ou coletivos. Quase nada. Em compensação, tudo lembrou a Copa da França. Gravações de programas de TV, visitas de patrocinadores, folgas excessivas. Uma festança. Só podia dar no que deu.