Felipão para ou continua na seleção?

Leia o post original por Antero Greco

Há possibilidade de a CBF manter a atual comissão técnica, pelo menos até o final do ano. Neste segundo semestre, há três amistosos marcados e, para não acelerar a troca de comando, a entidade ficaria sem mexer em nada. Deixaria tudo para 2015. A informação foi divulgada pelo jornalista Paulo Vinicius Coelho, da ESPN.

Eis um equívoco, num momento delicado do futebol brasileiro. A CBF tem direito de reconfirmar o grupo que trabalhou no Mundial, desde que chegue à conclusão de que funcionou e merece continuar o projeto para a próxima Copa. Da mesma forma, pode optar por mudança, parcial ou total, se considerar que se vê diante do fim de um ciclo.

O que não pode fazer é ficar no meio-termo e apelar para o imobilismo. Pedir para Felipão ficar só para quebrar o galho não faz bem a ninguém – nem à CBF, nem ao treinador, muito menos ao futebol do país. A postura tem de ser profissional, transparente e respeitosa.

Felipão também não pode submeter-se a pedido vexatório, se perceber que não passa de mandato-tampão até vir um substituto. Ele não é novato inseguro, nem paraquedista na profissão. É campeão do mundo, tem autonomia. Não há motivo algum para subserviência. Nem pode alegar fidelidade. A relação é de trabalho, e a imagem dele está em jogo. Já basta o arranhão com a desclassificação nas semifinais com os 7 a 1 para a Alemanha.

Na minha opinião, Felipão deveria descansar um tempo, passear, distrair-se. Deixar seleção de lado. Tem uma conquista, que não lhe será tirada. Fica com uma mancha, também. Melhor retornar, depois, de novo com um clube, ou com uma seleção estrangeira.