A depressão da volta

Leia o post original por Bruno Maia

Ô Ê ÁÁ… Acabou. Sim, ainda tem o fim de semana, a final, mas a verdade é que quando o Brasil sai fora, a Copa dissipa da nossa cabeça e sobra o protocolar cumprimento da tabela da Fifa. Como canto do cisne, teremos o maior time do mundo contra o nosso maior rival do mundo, o que ainda mantém quente a expectativa e faz com que a maioria de nós não tenham dificuldade de se envolver na torcida por um dos dois lados. Afora isso, essa foi a semana em que muitos de nós nos pegamos comentando da depressão que será a volta dos campeonatos locais, após um mês com os melhores jogadores do planeta desfilando pelos horários da TV e muitas vezes na frente dos nossos olhos in loco. Para o vascaíno, a ressaca da volta vai ser ainda mais dura.

Eu queria era comprar ingresso pro jogo no site da CBF, encontrar estádios limpos, guardar o copo de refrigerante personalizado a partida do Vascão – e com isso ajudar diretamente a manter o estádio limpo -, mas não é isso que nos aguarda. Ainda voltarei a esse tema, em breve. O fato é que a Arena é de Copa e só ela. Em Cuiabá, onde já perdeu pro Luverdense (!!!), o Vasco retoma seu caminho contra o Santinha, de Pernambuco. Depressão braba.

Mas é isso. Renovados, com gás para encararmos a grande turbulência que será nosso segundo semestre dentro e fora de campo. Depois de quase um mês treinando, ainda sob a batuta de Adílson Batista, volto à disputa com o coração cheio de positivismo e querendo acreditar que vai dar pé. O momento do Vasco é semelhante ao da seleção brasileira ano passado, na Copa da Confederações. Se fizer um gol logo, os resultados vierem de cara, a gente embala e não segura. Não dá pra vacilar. O fator psicológico é muito forte nesse momento e a gente tem que pegar no tranco logo, custe o que custar.

Nas entrevistas, Adílson tem se mostrado animado com Kléber. A inconstância do camarada em seus últimos clubes ainda me deixa muito ressabiado. Porém, o Vasco tem um histórico de reabilitação de grandes jogadores e, sem dúvidas, o Gladiador é um deles. Os primeiros jogos dirão a que veio. Na próxima semana, é a volta ao Brasileiro.Na seguinte, Copa do Brasil. Tem que embalar nessas duas frentes logo.