No IBC, jornalistas argentinos vão à loucura com ida à final

Leia o post original por blogdoboleiro

Quarta-feira à noite, dia 9 de julho de 2014. Corredor das emissoras de televisão e rádio da América do Sul, dentro do IBC (International Broadcasting Center – Centro Internacional de Transmissão) no pavilhão 2 do centro de exposições Rio Centro. O jornalista Sebastian Videla é flagrado sentado fora da redação, nervoso, sem querer ver o desfecho da decisão por penalidades máximas da semifinal entre Argentina e Holanda.

Assim que Maxi Rodrigues acertou a cobrança dele, a quarta da Argentina, as portas se abriram e os jornalistas argentinos mandaram a discrição e imparcialidade de lado. Correram e comemoraram como poucos. E ainda cantaram a tal musiquinha que começa “brasileiros, digam como se sentem…” e termina com “Maradona é maior do que Pelé”.

Não se trata de um fato raro.

Em outras edições, “homens da notícia” de vários países já mostraram porque, lá na infância, decidiram dedicar esforços para cobrir futebol. Em 1998, no sul de Paris, o IBC chegou a ser palco de peladas animadas nos corredores envolvendo “seleções” de brasileiros, argentinos, franceses e até uma curiosa união entre suecos e noruegueses. Sempre que uma seleção jogava, se tomasse gols, as outras redações saíam para os corredores gritando gol do adversário.

No dia 3 de julho, quando a Argentina perdeu para a Holanda por 2 a 1 e foi eliminada nas quartas de final, jornalistas da TV Globo, Espn e Bandeirantes foram bater na porta do estúdio da Telefe para comemorar o resultado. Os argentinos esperaram até a final. Depois da surra para a França, por 3 a 0, o mesmos provocadores levaram o troco: tiveram que aguentar a comemoração dos vizinhos reforçados por uma leva de franceses da TF1 e atné da limpeza do IBC.

Em 2006, na Alemanha, os italianos da RAI e da Sky fizeram até volta olímpica no prédio instalado em Munique. Os argentinos foram eliminados pelos alemães, nas penalidades máxima. O Brasil caiu diante da França. A turma de uma pequena emissora de televisão francesa, mostrou categoria e tom irônico: passou pelas televisões do Brasil com uma tábua de queijos franceses de vinho só para comemorar.

Há quatro anos, na África do Sul, foi a vez de brasileiros e argentinos travarem nova batalha de provocações. Vizinhas no IBC, as redações andaram quentes e, mais uma vez, não deu para a gozação durar mais do que um dia. O Brasil foi despachado pela Holanda (2 a 1) e os “hermanos” saíram aos berros celebrando. No dia seguinte, a Alemanha passou pela Argentina como um trator  (4 x 0). A resposta verde-amarela foi raivosa, com ameaça de invasão nas salas ao lado.

Agora, em casa, restou pouco a fazer. E maioria, os argentinos ficaram felizes com o massacre alemão (7 a 1 sobre o Brasil) e foram à loucura com a vaga na final. Resta saber se esta alegria continua até depois da decisão contra a Alemanha. Os brasileiros apenas esperam.