Decisão do terceiro lugar é um velório

Leia o post original por Pedro Ernesto

Não sei qual o time que Scolari vai colocar em campo no jogo de sábado contra a Holanda. O que eu duvido é que ele monte um com a mesma organização tática. Espero que todos tenham se dado conta das necessidades de enfrentar um adversário de categoria. O treinador da Holanda afirmou que não deveria existir esse jogo. Mas ele existe e deve ser jogado com dignidade. Uma marcação forte é importante.

Jefferson Bernardes/ Vipcomm

Jefferson Bernardes/ Vipcomm

Não dá para se enganar com a explicação de seis minutos de pane. O desastre foi construído pela escalação de um time faceiro, desobrigado de marcar os talentosos jogadores alemães. Tenho quase certeza de que hoje a Seleção Brasileira vai ser mais pegadora, mais vocacionada para enfrentar um grande adversário, mais competitiva. Sendo assim, enfrenta a equipe de Van Gaal com boas chances de sair vitoriosa. Uma vitória não vai apagar o grande vexame, mas certamente não contribuirá para que as pessoas imaginem que o futebol brasileiro acabou.

Decisão
Messi pode fazer a diferença para os argentinos. Os alemães não têm um jogador desta envergadura. Mas há a organização do time. Vai ser um jogo de dura marcação, com espaços diminuídos. Tomara que não seja tão chato como foi Argentina e Holanda. Os dois times só marcaram e o jogo virou em encontrões, faltas, pouca emoção. São duas seleções que somaram méritos para chegar nesta posição de finalistas. A grande final vai coroar uma Copa que nos apresentou grandes jogos, muitos gols e muitas emoções. Sem favorito.

Argentinos
Eles são enlouquecidos pela sua seleção. Se fala em 100 mil torcedores argentinos no Brasil. Os repórteres da Rádio Gaúcha informavam sexta-feira que milhares passaram por Uruguaiana. Só neste dia, entraram mais de 7 mil torcedores pelo Rio Grande do Sul. Não sei como farão para assistir a partida. A maioria sequer tem ingressos. A prefeitura do Rio de Janeiro liberou o sambódromo para que eles pudessem ficar “hospedados”. Querem estar perto da sua seleção. Festa e festa. Se ganharem, vai ser loucura.

Dupla Gre-Nal
O Grêmio não deverá ter Fernandinho na sua volta contra o Goiás, no Brasileirão. Giuliano é dúvida. Sua papelada ainda não está finalizada. Rui Costa está eufórico com as contratações que foram feitas e diz que, para tirar o título do Grêmio, os adversários vão ter que jogar muito. Será? No Inter, que vai a São Paulo para pegar o Corinthians, a grande ausência deve ser Aránguiz. Ele tem uma lesão contraída na Copa do Mundo e ainda não se recuperou. É o Brasileirão voltando. Os dois estão bem colocados. Todos com boas chances de sucesso nesta competição.

Demaaaiiiis!
Durante a Copa, a jornalista Rosane de Oliveira viajou para a Colômbia e ficou abismada com as imagens do Brasil que foram mostradas, largamente, pela TV. Rosane ficou emocionada vendo imagens de Porto Alegre quando estava na cidade de Cartagena. Este é o legado estupendo de um país que sedia a Copa do Mundo. São 3 bilhões e 600 mil expectadores que são impactados pelos meios de comunicação. Gera turismo num prazo médio. Esta é uma indústria que o Brasil engatinha. E turismo é dinheiro novo na economia.

De menos
Este jogo para apurar o terceiro colocado, quando duas grandes seleções são derrotas na fase semifinal da Copa do Mundo, é um velório. A frustação da derrota leva os profissionais a quererem sair fora desta conjuntura. Thiago Silva, o capitão brasileiro, falou ontem na entrevista coletiva que está motivado. Fez aquilo que um profissional deve fazer. No entanto, sabemos que eles gostariam de não participar deste jogo que carrega alta dose de melancolia. Mas é o regulamento.