Holanda desmoraliza ainda mais a seleção brasileira e fica em terceiro lugar; acabou o papelão tático de Felipão e Parreira

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De Vitor Birner

Os dois primeiros gols holandeses foram irregulares.

Mas o resultado explica a diferença de qualidade de futebol entre o time de Van Gaal e o da dupla Felipão e Parreira na disputa pelo irrelevante terceiro lugar contra a Holanda que teve um dia a menos para descansar e treinar, e que havia atuado 120 minutos, não 90, na semifinal.

Será que o treinador de 1994 vai ler outra careta da dona Lúcia nos próximos dias?

Poderia optar por explicar o fato de a equipe não evoluir taticamente durante o torneio.

Ou simplesmente esclarecer a razão de repetir erros defensivos e dar o contragolpe ao Robben, atleta que mesmo bem marcado carregou o sistema ofensivo da Holanda nas costas durante a competição quase sempre apostando nos contra-ataques, logo no primeiro lance do jogo.

Como justificar a infantilidade coletiva sem falar da comissão técnica?

De novo o Brasil teve um bando de jogadores perdidos em campo.

Eles não se entenderam, apesar de Willian, Oscar e Ramires, todos do Chelsea, começarem juntos nos titulares do 0×3.

O trabalho coletivo fraco foi o principal calcanhar de Aquiles da seleção durante o Mundial.

Houve apenas dois esboços de acertos coletivos na primeira parte dos duelos contra Chile e Colômbia, além da ilusão na segunda etapa contra a fraca e desunida seleção camaronesa.

O restante da participação foi cheios de erros.

Os dez gols sofridos nos dois últimos jogos mostram o estágio pífio do futebol da seleção no momento em que devia estar tinindo.

Não faltou raça aos jogadores.

Eles correram bastante, mas estavam perdidos.

O trabalho fora de campo redundou no fracasso que mancha a história do selecionado.

Minha decepção com Felipão é enorme.

Não digo o mesmo sobre Parreira, pois dele nunca esperei nada especial.

Agora é preciso usar o embalo do vexame para ver se o coro, do qual faço parte há décadas, de quem cobra profundas mudanças de gestão, estrutura e cartolagem do futebol brasileiro, ganhará adeptos, ficará mais alto, e surtirá efeito neste período pré-eleitoral.

Detalhe

Duas seleções haviam sediado a Copa do Mundo quando já tinham o título no currículo.

A Alemanha Ocidental, que conquistou em bicampeonato, em 1974, diante de seu torcedores, e a Alemanha unificada, terceira colocada em 2006.

A então tricampeã* Itália também terminou no terceiro lugar, em 1990, ao ser eliminada na semifinal contra Argentina de Maradona que teve apoio de parte da torcida do Napoli, clube defendido, na época, pelo maior gênio do futebol dos anos 80 até hoje.

O Brasil encerrou a Copa do Mundo em quarto lugar, a pior posição de um campeão em seus domínios.