Acima de tudo

Leia o post original por Bruno Maia

É, amigos! Hora de retomar o rumo. Foram 64 partidas, a Alemanha merecidamente campeã e o Vasco teve tempo para respirar. Hora de voltar à vida, que tá dura, mas dá pé.

Lendo os comentários que pintaram aqui no blog, um recente me chamou mais a atenção. Foi do Alexandre, que pedia para ser mais positivo com o Vasco. Rapaz… Fiquei pensando nisso aqui e me ocorreu como o clima da torcida é capaz de influenciar todos nós. A verdade é que hoje me sinto mais otimista sobre o futuro do Vasco neste ano, do que estava quando a Copa começou. Sei lá o porquê, só intuição mesmo. Mas é uma intuição parecida com a que já tive durante o ano e não foi correspondida à altura pelo time.

Nesse período aqui no blog já deu pra perceber como o nervosismo e a pilha negativa são contagiantes. Um começa a reclamar, vem todo mundo atrás e parece que o mundo está acabando – talvez até esteja. Provavelmente vou me desdizer em breve – espero que não! -, mas quero aproveitar esse momento mais sereno, ainda longe do impacto dos jogos ridículos, para registrar que muitas vezes me sinto parte dessa onda negativa mesmo. A coisa toma conta, vem como um Exu repugnante e o Alexandre tá até certo. Essa carga de pessimismo é muito alimentada entre nós, vascaínos. Ainda que o time não ajude, o cenário não tenha como ser otimista, mas o vascaíno hoje acaba ficando com o ranço da reclamação. Tô falando isso a começar por mim e, óbvio, não estou generalizando. Tem muita gente diferente nas arquibancadas de São Januário. Se o bicho pegar pro nosso lado de novo, provavelmente vou esquecer todas essas linhas e destilar a raiva diante de tantos desmandos e abandono com o nosso clube. E talvez isso vire um samba de uma nota só, uma nota ranzinza, insatisfeita e descontente. Porém, mesmo nos momentos mais cegos, eu sou Vasco. E sou muito Vasco.

Durante a Copa, recebi vários amigos gringos no Brasil e, para cada um, pude contar um pouco da história linda que o Vasco tem. Cada vez que falava disso e via o quanto eles se impressionavam por tanta simbologia, tanto significado, meu orgulho voltava. Forte, certo. Ser vascaíno é muito mais. E foi preciso botar a cara pra fora d’água pra relembrar, sentir isso de novo, e se sentir pronto pra recomeçar.

Vamos que vamos, sempre. Acima de tudo.