Ou nada. Ou nada

Leia o post original por Mauro Beting

A campanha da Adidas está estampada na entrada da megaloja da marca no Flamengo.

“Ou tudo ou nada”.

No display tem Daniel Alves. Representando o sabido, até por ter parado na reserva. Quase nada.

Também tem Messi. Eleito o “craque” da Copa de Rodríguez. Robben. Neuer. Outros poucos mais. Nenhum menos que Messi, eleito pelo tamanho do nome. Recall de marca mais que alguma atuação marcante a partir das oitavas. Quase tudo.

Mas Messi mesmo sabe que é nada. Uma pulga na paliza que a Alemanha deu no Brasil e no mundo. Ele decidiu contra a Bósnia, contra o Irã e contra a Nigéria. Deu a bola do gol para Di María definir contra a Suíça. Deu o passe messiânico para Di María sentir a lesão contra a Bélgica. Depois fez pouco contra holandeses e alemães. Quase nada pelo que joga.

Messi sabe. Nem com a medalha de prata ele quis ficar no peito. Foi o único argentino a descer da tribuna com ela nas mãos.

Não caiu do pedestal, que ele não é disso. Mas não foi o cara necessário para levar a equipe por último e como primeira ao pódio. Não foi o Messi. O cara. Preciso. Não foi Maradona de 1986. Ou o Messi desde 2007.

Acontece. E para ele aconteceu já em 2010, quando havia menos time na Argentina e mais Alemanha naquela Copa. Aconteceu agora, quando a Alemanha seguiu Alemanha, e a Argentina melhorou. Além de ter menos rivais qualificados pelo caminho até o Rio.

Foi tudo. Foi nada. Mas ainda pode ser. Como soube a Alemanha que não ganhava desde 1990. Euro desde 1996. Mas que desde 2006 vinha voltando a se achar. E ainda encontrar um novo jeito de jogar. Criar espaços. Não os conceder aos rivais. Ganhar jogos e novos amigos.

É tudo. Foi quase nada para a Argentina. Pode ser algo para o Brasil que se reencontrou honroso em 2013, se perdeu horroroso em 2014, mas em breve pode ser o que ainda é se desenvolver um trabalho com gente competente no mercado. Com uma evolução de práticas mais que uma revolução de métodos.

Perdemos a nossa Copa. Mas ainda não o talento que ainda está aí. Não tanto quanto esteve, mas ainda tem jogo. Jogadores. Brasil.

Aliás, tem muito mais Brasil que antes da Copa. Mas esse é papo para breve.