O vislumbre da Máquina Vascaína!

Leia o post original por Bruno Maia

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Ligaram os motores da Máquina Cruzmaltina na Arena Pantanal! Adílson Batista viu vários jogos da Copa, viu a Alemanha de Joachim Lôw, misturou com a loucura eficiente de Van Gaal, Thalles viu os combates de Klose na linha de frente, Fabrício entendeu o futebol vendo Toni Kroos jogar e bater de primeira de fora da área. Dakson se mirou em Schweinsteiger e Lucas Crispim foi um Podolski, sucesso nas redes sociais e eficiência no ataque! A Máquina viu uma peça desrregulada logo no início do jogo, fez a substituição e, então, engatou a quinta! Ninguém segura agora.


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Bem, tá bom, desculpem a empolgação pós-Copa. A verdade é que o que sobrou de tudo estava nos nossos olhos saudosos e que insistiam em projetar nossos sonhos no time do Vasco. A goleada foi muito bem-vinda, ajudou a acalmar o coração e a nos encher de esperança. Deu até a sensação de que a camisa pode, sim, pesar. Talvez haja uma hierarquia no futebol. Mas precisa jogar.

É muito cedo para dizer que Adílson arrumou o time, mas depois da entrada de Carlos Cesar, na providencial saída de André Rocha, o Vasco esteve organizado como não se via a muito tempo. Vá lá que o Santa Cruz não era a Argentina, ou a Holanda, mas vinha bem no campeonato antes do recesso. O tempo fez bem ao Vasco.

A grande expectativa era pela estreia de Kleber, que esteve bem. Mas melhor do que ele, foi a dinâmica da dupla com Thalles. Dakson me convence cada dia mais. É o melhor organizador de jogada que temos até agora. Rendeu mais que o Douglas esse ano. Ontem, com o time saindo bem distribuído, Dakson conseguia ter alternativas para varias os ataques.

Mas o destaque mesmo foi o nosso Toni Kross cruzmaltino. Fabrício brilhou. O índice de acerto estava tão alto que dava até medo do sujeito ter gastado tudo que tinha pra dar em um jogo. No combate, na ligação com o meio-campo e, principalmente, nas finalizações, o cara mostrou que assistir a Copa lhe fez bem.

A verdade é que o time voltou bastante diferente, tanto em postura, quanto em organização e até mesmo nos jogadores. O segundo semestre começou esperançoso e quero crer que minha torcida pela manutenção de Adílson no período de férias, (diante da impossibilidade de se ter algo melhor) traga efeitos contínuos, não apenas o brilho de uma noite só. A Máquina Cruzmaltina foi ligada. Agora é não deixar engasgar. E agora, voltamos a jogar em casa. Temos razão para encher São Januário e ajudar o time a não deixar a peteca cair. Tá na hora da torcida entrar junto e arrancarmos de vez para que o nosso time não fique à mercê das confusões eleitorais deste ano.

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Sem dúvidas, a música mais incrível da Copa foi “Brasil, decime que te siente”, da torcida argentina. Os caras são muito bons de música de estádio e nós sabemos isso – afinal, “sou vascaíno e o sentimento não pode parar é inspirado em outra canção dos hermanos”. Ia ser demais se a torcida vascaína fizesse uma versão dessa música, falando da nossa história, citando a força de São Januário e sem citar nenhum flamenguista, pra gente parar de dar moral pra essa raça! Quem animar, põe aí nos comentários que as mais legais eu publico aqui.