Gilmar e Gallo

Leia o post original por Mauro Beting

Um amigo diz que era mais feliz quando havia Galo de Quintino e Gilmar dos Santos Neves no futebol brasileiro.

Éramos mais felizes. E sabíamos.

Mas, hoje, é preciso dar um voto de confiança para Alexandre Gallo e Gilmar Luís Rinaldi.

Coordenador da base do Brasil e coordenador de seleções da CBF.

Gilmar foi um bom goleiro de muita sorte e ótima colocação em times campeões pelo Inter, São Paulo e Flamengo. Na Seleção se deu muito bem como terceiro goleiro tetracampeão mundial, quando estabeleceu boa relação pessoal com Zagallo. Foi ele quem aparece atrás do então coordenador-técnico da Seleção apontando quatro dedos para o único tetra mundial de fato.

Ele foi um bom observador técnico na Copa de 1998 do próprio Zagallo. Atesto: estudava rivais com competência, e levou à comissão técnica algumas anotações que eu havia feito de cantos onde a França batia seus pênaltis (algo não muito acessível por aqueles anos). Informações que Taffarel tinha para a final. E que Zidane não fez necessário…

Foi um discutível coordenador-técnico no Flamengo. Um ótimo negociador para Adriano, mas desistiu de colocá-lo no rumo certo – o que Dalai Lama com GPS também não conseguiria. Fez alguns bons negócios para seus assessorados.

Mesmo deixando de ser agente de atletas, ainda será cobrado por ter sido. Precisará mostrar muito mais serviço do que o usual para dar certo em um cargo que ainda não se sabe ao certo qual é.

Nem se ele é o homem certo.

Gallo vem fazendo bom trabalho na base do Brasil. Como Ney Franco fazia até preferir trocar a CBF pelo São Paulo e voltar à rotina dos clubes.

Havia nomes melhores? Provavelmente.

Eles farão um bom trabalho? Só Pelé sabe.

Alguém sabe alguma coisa nesse momento?

Eu não sei. Quem deveria saber também não sabe.

O que é sabido é que mesmo se o melhor dos CEOs fosse contratado, e com vasto conhecimento de futebol, ainda assim não seria um canarinho apenas para fazer um verão.

Veremos. Oremos.