Novo técnico do Brasil terá menos poder;Tite ainda não foi procurado

Leia o post original por blogdoboleiro

Até a noite desta quarta-feira, Tite não foi procurado por dirigentes da CBF. O técnico era tido como favorito a substituto de Luiz Felipe Scolari no comando da seleção brasileira. Pode não estar descartado, mas ainda não foi consultado.

Ao ser apresentado como coordenador geral de seleções do Brasil (incluindo aí a feminina), o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, disse que ele e os presidentes José Maria Marin (atual) e Marco Polo Del Nero (futuro) estão em “linha direta” discutindo o perfil e o nome do novo treinador da equipe principal. “Temos muitos treinadores capacitados para esta vaga”, disse Rinaldi.

O novo treinador será peça importante, mas não vai ter plenos poderes. Terá que aceitar conhecer como trabalham treinadores de países europeus para ver se pode trazer alguma novidade ou diferença que seja incorporada na formação da seleção brasileira. Ele vai ter que aceitar conversar com outros técnicos do futebol brasileiro. Tite fez isso nos últimos meses em que decidiu tirar um período sabático.

E o mais importante: o novo treinador não vai mais mandar como mandou Scolari. “Ele não será absoluto”, afirmou Marin.

Além disso, como adiantou o Blog do Boleiro, o novo comandante do selecionado brasileiro terá que aceitar e se tornar adepto da ideia de contar com jogadores oriundos da seleção Sub-20, especialmente os que nasceram em 1993 e 1994.

Gente que atuou no último Torneio de Toulon, como Rodrigo Caio, do São Paulo, não se encaixa em nenhuma outra categoria e precisa jogar se quiser estar bem na Olimpíada de 2016 e também para evitar que alguns deles, que atuam no exterior, não sejam atraídos para jogar pela Espanha, Itália ou outro país europeu onde já atuam há alguns anos.

Marco Polo Del Nero, preocupado com a maneira como os jornalistas na entrevista coletiva desta manhã entenderam o plano de Gallo, pediu para falar e explicou: “A seleção principal não será a seleção olímpica. O novo treinador é quem vai decidir se vai utilizar 30, 50 por cento, de jogadores da base”.