São Paulo manda no jogo e vence com tranquilidade em Salvador; Bahia precisa achar um jeito de atuar sem Talisca

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Bahia 0×2 São Paulo

Foi uma vitória tranquila do time de Muricy.

O Bahia perdeu o duelo no meio de campo e viu o São Paulo ter mais posse de bola ofensiva, além de maior quantidade de chances de gol.

O esquema tático proposto por Marquinhos Santos não funcionou.

A marcação na região central do campo foi frágil e o sistema ofensivo ficou perdido sem o seu organizador que foi negociado para o Benfica .

Não houve um grande destaque no jogo.

Ganso, Osvaldo, Kardec e Souza foram os melhores.

A arbitragem em geral foi bem, mas errou ao anular o gol de Rodrigo Caio.

São Paulo bem melhor

Sem o bom Talisca, reforço do Benfica, Marquinhos Santos perdeu o atleta com melhor qualidade no passe, o meia, e mudou o jeito do Bahia jogar.

Posicionou Fahel entre os defensores e a linha de quatro formada por Pittoni e Léo Gago centralizados, mais Henrique na direita e Rhayner na esquerda, ambos com características de atacante.

Biancucchi atuou como falso centroavante.

A ideia era recuperar a bola no meio e usar e ter contragolpe pelos lados, com Henrique e Rhayner, ou no centro com o primo de Messi.

A tentativa de implementar 4-1-4-1 foi frustrada nos 15 minutos iniciais pela facilidade de o São Paulo superar a marcação do quarteto entre o argentino e o volante.

O São Paulo fez a transição do campo de defesa ao de ataque com a bola no chão.

Os volantes Souza e Maicon, assim como os laterais, em especial o Douglas que avançou mais vezes, participaram da saída de jogo e fizeram a dita cuja chegar em Ademilson, Ganso e Osvaldo, o trio mais próximo do centroavante Alan Kardec no 4-2-3-1 armado por Muricy Ramalho.

Por isso Pittoni, Leo Gago e Henrique ou Rhayner, de acordo com o lado em que o São Paulo atacou, foram obrigados a recuar para a mesma linha de Fahel.

E o time visitante passou mais tempo com a redonda no campo de ataque.

O erro e a qualidade

Rogério Ceni cobrou o pênalti que deu a vantagem no placar ao time paulista.

O zagueiro Titi perdeu o tempo de bola, errou, e derrubou Ademilson.

Sete minutos depois, aos 19, Souza e Ganso fizeram bonita tabela e o volante deixaou Alan Kardec em ótima condição de ampliar.

O gol aumentou a tranquilidade do São Paulo e obrigou o Bahia a adiantar todo sistema defensivo.

Apenas em algumas faltas e no erro de marcação de Ademilson, que não acompanhou o avanço do lateral Guilherme Santos, a equipe de Marquinhos Santos ameaçou um pouco o goleiro Rogério Ceni.

O time comandado por Muricy continuou com mais posse de bola.

Cadenciou o jogo para evitar a pressão do rival e trocou passes em busca do espaço para finalizar em boa condição de aumentar a diferença.

Só pecou em alguns passes que obrigaram Osvaldo e A. Pereira a fazerem faltas e a levarem cartão amarelo.

Tentou fortalecer o sistema ofensivo

O técnico do Bahia voltou do vestiário com Emanuel Biancucchi no lugar de Pittoni para tentar aumentar a posse de bola na frente.

Também trocou Maxi pelo driblador William Barbio, que atuou aberto, na direita, para explorar o fato de Osvaldo e A. Pereira estarem pendurados.

Henrique passou a ser o jogador mais avançado do sistema tático modificado para o 4-2-3-1.

Equívoco do auxiliar

O São Paulo aumentou o controle do jogo no começo da etapa complementar.

Trocou passes no campo de ataque e fez o gol, aos 17, após o chute de Osvaldo de fora da área que Douglas Pires conseguiu desviar para a bola bater na trave e Rodrigo Caio, no rebote, em posição legal, balançar a rede.

Mas o auxiliar se equivocou e sinalizou o impedimento.

Logo depois Titi, em condição irregular, fez o gol corretamente invalidado.

Efeito Denílson

Maicon, que está longe de ser elogiável na parte defensiva, saiu com câimbra aos 18 e Denílson entrou em campo.

A troca piorou a saída de jogo e a cobertura.

O Bahia aproveitou e viveu cerca de 10 minutos de superioridade.

Antonio Carlos e Rodrigo Caio ficaram expostos. O primeiro levou cartão amarelo por isso.

Rhayner perdeu a oportunidade clara de diminuir a vantagem e recolocar sua equipe no jogo.

Marquinhos Santos trocou Henrique por Jean porque o titular foi mal tecnicamente.

Resolveu na frente

O São Paulo voltou a pressionar a saída de bola e encerrou o melhor momento do Bahia no confronto.

Pato ocupou a vaga de Alan Kardec, que pediu para sair, e quase no final Muricy tirou Osvaldo, por causa do cansaço, e colocou Boschila.

Justa

Vitória justa, convincente, do São Paulo contra o Bahia que precisa urgentemente se organizar.

Não tem grandes jogadores e depende das parte tática para ser competitivo.

Lembro que a janela de transferência pode fazer um estrago nos times e mudar o cenário do campeonato.

Escalações

Bahia – Douglas Pires; Diego Macedo, Demerson, Titi e Guilherme Santos; Fahel, Pittoni, Léo Gago e Henrique, Rhayner e Maxi Biancucchi

São Paulo – Rogério Ceni; Douglas, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e A. Pereira; Souza e Maicon; Ademilson, Ganso, e Osvaldo; Alan Kardec