VISÃO TÁTICA: superioridade alvinegra

Leia o post original por K.O.N.G

Luís Fernando Cordeiro é Galo de corpo e alma. Op Logístico, estudante de Engenharia de Produção, ex-atleta profissional. Não torce para um time, torce para uma nação.  Siga no twitter: @luisfernando_4

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Olá amigos!

O Galo deu um importante passo para a conquista de mais um título internacional, ontem na Argentina. Levir optou por iniciar a decisão no esquema 4-2-3-1. Somente André na frente e uma linha com Tardelli, Maicossuel e R10 para alimentar o centroavante, que não se movimentava para dar opção aos meias. O Galo começou bem, diferente dos confrontos do ano passado fora de casa nos esquemas do Cuca. Tardelli pela esquerda, Ronaldinho centralizado e Maicossuel pela direita. O estreante, aliás, teve boas chances no início do jogo. Pegou rebotes na entrada da área e finalizou pra o gol e perdeu uma grande chance na frente do goleiro, quando tentou o drible.

Gostei do Maicossuel nesse esquema, tem velocidade para chegar ao ataque, recompõe o meio campo e tem qualidade técnica. Com mais entrosamento, pode render muito mais. Ronaldinho não foi bem. Sem movimentação, facilitando seus marcadores, tanto que Levir o tirou no intervalo. Guilherme entrou e deu outra dinâmica ao jogo, assim como Jô. Tardelli jogou muito. Buscando a jogada, se movimentando, aplicando dribles desconcertantes e partindo para cima. Foi recompensado com o gol da vitória.

Na parte defensiva o Galo foi simples e objetivo: Léo Silva manteve sua boa regularidade e o jovem Jemerson não comprometeu e se apresentou firme, com seriedade. Pierre e Donizete tiveram muito trabalho e se saíram bem, apesar da limitação na saída de bola – problema que assombra o Galo desde o ano passado. Nas laterais Emerson Conceição é fraco, é um zagueiro improvisado, sem ginga, sem mobilidade e Marcos Rocha provou mais uma vez que faz muita falta ao Galo e que é um dos melhores laterais do país, como vem de trás, quase não é acompanhando pelo seu marcador e é uma excelente saída nos momentos difíceis dentro da partida.

Na volta do intervalo Levir sacou R10 e André, e o Galo melhorou muito. Jô se movimentava abrindo espaços para infiltrações de Tardelli, Guilherme tinha opção para lançar, tem um ótimo passe e foi dele a assistência para Diego marcar seu 99º gol com o manto alvinegro. Começou com roubada de bola do Pierre, lateral do Rocha, briga do Jô, passe do Guilherme e finalização do Tardelli: 1×0. O Galo perdeu várias oportunidades tanto em jogadas trabalhadas quanto em contra ataques. Jô perdeu cara a cara com goleiro, depois uma cabeçada na única descida produtiva do Emerson Conceição. No final o Lanús ameaçou uma pressão e Victor fez uma bela defesa num chute de longe, garantindo a vitória do Galo.

Taticamente, houve evolução em comparação às rodadas inicias do Brasileirão. Poderia ter sido goleada. Levir mostrou coragem em sacar R10 no intervalo e contou com a boa participação do Guilherme. Tardelli ajudou muito com sua movimentação, abriu espaços para os outros meias e laterais. Não tem nada definido ainda, mas o Galo deu um grande passo para levantar a Taça. Resta a Levir trabalhar a questão do posicionamento e movimentação do R10, as infiltrações de Marcos Rocha e a recomposição defensiva do time. Temos a vantagem, mas não podemos menosprezar argentinos em decisão no Mineirão. Nossos amigos torcedores do CEC que o digam.

Até a próxima!