Com quantos paus se faz uma canoa, diretoria?

Leia o post original por Flavio Canuto

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Se você ler os posts do blog que foram escritos desde o início da Copa do Mundo, você vai encontrar em todos eles a palavra “reforços”. Mesmo antes de perdermos alguns atletas, era evidente que o elenco precisava se reforçar para o restante da temporada.

Claro que a contratação de um treinador experiente e bem sucedido era um passo importante para montarmos uma boa equipe, digna das tradições do clube. Apenas um passo.

Isso ficou ainda mais claro ontem, quando o Palmeiras perdeu por 2 a 0, na Vila Belmiro, com gols surgidos após falhas da defesa e sem mostrar um pingo de inspiração no meio-campo e ataque.

O Verdão iniciou o jogo mostrando que apostaria em muita marcação, com dois laterais que não tem o apoio como principal característica (erraram tudo ontem) e dois volantes nada habilidosos. O Santos, repleto de reservas, também não parecia muito promissor. Tanto que a primeiro chute a gol só ocorreu aos 20 minutos, em chute fraquinho de Geuvânio que Fábio pegou fácil.


No entanto, logo na primeira bola parada contra sua meta, o Verdão resolveu vacilar. Lucas Lima cobrou a falta pelo setor esquerdo da defesa alviverde e o zagueiro Bruno Uvini, livre, livre, cabeceou para abrir o marcador, em lance no qual Fábio pulou atrasado na bola.

O Santos, mesmo sem jogar lá essas coisas, quase amplia o marcador aos 29 minutos com o esquecível David Braz, mas seu próprio jogador Gabriel se incumbiu de desviar a bola da direção do gol do Palmeiras. Nossa primeira chance razoável de gol veio apenas aos 31 minutos em vacilo de Aranha. Foi uma bagunça dentro da área, mas o gol não saiu.

Aos 37 minutos, Diogo recebeu livre pelo lado direito do nosso ataque e avançou bem, mas finalizou mal e perdeu boa oportunidade. Apesar de ser muito esforçado, Diogo precisa melhorar muito nas finalizações. Atacante que não marca gol não serve.

Aos 40 minutos, Leandro recebe bom passe e chuta forte de fora da área, com Aranha fazendo bela defesa. E o primeiro tempo terminou assim, com um Palmeiras mais compactado, sem dar tantos espaços ao adversário, mas sem nenhuma ligação entre meio-campo e ataque.

A etapa final começou com o Verdão um pouco melhor, criando boas chances aos 9 minutos com Leandro e um gol a nosso favor corretamente anulado, aos 12 minutos. O volante Josimar, que não sei o que estava fazendo em campo, deu lugar a Mendieta aos 14 minutos. Era uma tentativa de tornar o time um pouco mais eficiente no ataque.

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No entanto, o efeito acabou sendo contrário, foi o Santos que começou a criar mais chances. Gabriel perdeu gol feito aos 20 minutos. Gareca perdeu a paciência com Bruno Cesar, sério candidato a “Daniel Carvalho 2014″, e colocou o garoto Erik em seu lugar pouco antes de o Santos fazer seu segundo gol. Gabriel cruzou na área e encontrou Alison livre, livre.

O brucutu alvinegro não perdoou. Santos 2 a 0, aos 23 minutos.

Pra falar a verdade, o jogo acabou aí. O Palmeiras ameaçou o gol do rival com chute forte de Erik defendido por Aranha, e nada além disso. O péssimo Leandro, que só pensa nele mesmo, saiu dando sua vaga a Eduardo Júnior, aos 36 minutos.

O Santos gastou o tempo tocando bola e, aos 36 minutos, quase fez mais um.

Os destaques positivos ficam para a nossa torcida, que apoiou o time durante toda a partida, e à belíssima camisa azul com detalhes dourados em homenagem ao saudoso goleiro Oberdan Cattani.

Certamente ele teria ficado muito nervoso ao ver o time que defendeu com tanta glória dando mais um espetáculo indigno de sua história.

E aí? Quando é que a diretoria vai começar a reforçar esse elenco? Gareca merece todo o nosso apoio, mas sozinho ele não vai conseguir nada.

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Abraço a todos!