OPINIÃO: São Paulo 0×1 Chapecoense

Leia o post original por daniel perrone

Imagem: Rubens Chiri SPFC
Imagem: Rubens Chiri SPFCNação do Maior do Mundo;

Jogo traiçoeiro no Morumbi. O São Paulo não conseguiu furar a retranca do Chapecoense nem antes nem depois do gol tomado e amargou a primeira derrota no Morumbi pelo Campeonato Brasileiro. Com o resultado negativo, a equipe estaciona na corrida pela liderança do campeonato e corre o risco de ver a turma debaixo alcançar seu posto.

O time foi uma lástima, mas para analisar a partida e o resultado é preciso entender que para jogar diante de uma equipe com nove jogadores atrás da linha da bola e buscando uma jogada de gol, é preciso jogar com paciência e muita marcação na saída de bola. Não foi o que aconteceu. Com a marcação frouxa na frente a equipe só recuperava a bola na sua intermediária, facilitando o ferrolho catarinense. A dificuldade imposta pelo adversário ainda ganhou força com a apatia coletiva: O Tricolor finalizou onze vezes a gol, apenas metade do que fez diante o Bahia na vitória em Salvador. A equipe de Muricy também desarmou menos que no último jogo. E não conseguiu encaixar o jogo. Os atacantes não espremeram os defensores e os volantes fizeram uma partida apagadíssima na transição e ligação para o ataque.

Imagem: Rubens Chiri SPFCPor outro lado o Chapecoense, dentro da sua proposta, foi perfeito. Deu quatro chutes ao longo do jogo. Uma bola entrou. Era a bola que o time do interior de Santa Catarina procurava para a improvável vitória. Foi competente ao extremo. Mesmo com o jogo perfeito, não pode uma equipe como o São Paulo aceitar o jogo do adversário como aceitou. Quase todas as equipes do Brasileirão virão nessa postura no Morumbi, e Muricy tem que encontrar alternativas que não sejam somente o ‘chuveirinho’ na área. Foram trinta cruzamentos, a maioria após o gol do adversário. O time se enervou muito após o gol tomado e foi no desespero atrás do empate.

Enfim, não poderia, muito menos deveria, mas o futebol prega essas peças. Na cabeça do torcedor, o desempenho do São Paulo foi de “Alemanha” para “Austrália” em apenas dois jogos. É muito sobe-desce para um time só. A verdade é que uma equipe que se define como candidata ao título não pode oscilar tanto num torneio que é justamente conhecido como campeonato de regularidade, muito menos perder para um pequeno em casa. Os pontos perdidos nesta noite de sábado só não farão falta se a equipe chegar em primeiro no final da competição. Caso contrário, iremos nos lembrar da fria noite de dezenove de julho, com quarenta e três mil alucinados apoiando a equipe os pouco mais de noventa minutos.

Bora, São Paulo, vamos recuperar esses pontos no Serra Dourada!

Saudações Tricolores!

Nota dos personagens da partida:

Rogério Ceni Vieram quatro bolas para ele. Uma entrou. Nota: 6,5

Douglas Não apoiou como fez em Salvador e errou muitos passes. Nota: 4,0

Rodrigo Caio Poderia ter sido expulso ainda no primeiro tempo. O juiz só não o mandou para o chuveiro porque deve ter ficado com remorso do amarelo injustamente aplicado no começo do jogo. Teve que jogar com o cuidado redobrado. Nota: 4,5

Antônio Carlos De quatro bolas, uma não pode entrar. Nota: 4,5

Alvaro Pereira Talvez o menos pior no sentido de empolgação. Mas os diversos cruzamentos do segundo tempo não tiveram endereço certo. E errou muitos passes durante o jogo. Nota: 4,0

Souza Uma das piores partidas com a camisa do Maior do Mundo. Para esquecer. Nota: 3,5

Maicon Não fez a linha adiantada de marcação e viveu de passes curtos e chutes sem direção do gol. Nota: 4,0

PH Ganso Ao todo uma partida apagadíssima. Nota: 4,0

Ademílson Hoje não compareceu no ataque e pouco ajudou na marcação da saída de bola. Nota: 3,0

Alan Kardec Pouco eficiente, perdeu um gol na grande área. Nota: 3,5

Osvaldo Apagado. Não conseguiu resultados no setor esquerdo. Nota: 3,0

Pato Entrou muito tarde. Nada, ou quase nada pôde fazer. Sem nota.

Evandro Afobado. Foi jogado na fogueira. Sem nota.

Muricy Ramalho Se o coletivo da quarta passada animou o torcedor, o coletivo deste sábado foi uma ducha de água fria no lotado Morumbi. Eu teria entrado com a equipe que ele entrou, mas com a dificuldade, a idéia era agir rápido para ganhar o meio e ir na base do “água mole e pedra dura”. Mexeu tardiamente. Nota: 4,0

Imagem: Rubens Chiri | SPFC

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