Atacantes desperdiçam muitas chances e Palmeiras perde por 2 a 1

Leia o post original por Flavio Canuto

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Apesar do péssimo resultado, não dá pra dizer que o Palmeiras foi horrível neste domingo, no Pacaembu.

Para usar uma expressão da moda, o time “apagou” nos primeiros vinte minutos e foi castigado por isso. Levou dois gols de cara e teve que correr atrás do prejuízo.

Parecia que a goleada seria inevitável, pois o treinador Ricardo Gareca entrou em campo com três atacantes, um meio-campo com pouca pegada e colocou o péssimo Eguren entre os titulares.

Logo aos 7 minutos, Marquinhos veio pelo lado esquerdo da zaga alviverde, ganhou na corrida de Tobio e cruzou para Ricardo Goulart abrir o marcador. Nem deu para respirar. Dois minutos depois, o mesmo Marquinhos (aquele que teve passagem apagada por aqui em 2009) bateu falta para o zagueiro Manoel ampliar, cabeceando livre no meio dos zagueiros. 2×0.

O time mineiro quase fez outro, aos 18 minutos, quando Everton Ribeiro exigiu belíssima defesa do nosso Fábio. Aos poucos, no entanto, o Palmeiras passou a equilibrar a partida e, aos 31 minutos, em boa jogada de Mendieta, Leandro chutou forte da entrada da área. Fábio espalmou e Henrique perdeu o gol mais feito da partida.

Um zagueiro, um volante e até mesmo um meia pode perder um gol desses. Um centroavante não.

Aos 33 minutos, Eguren saiu contundido, dando seu lugar a Felipe “Oxigênio” Menezes, que dentro de suas imensas limitações, fez uma boa partida.

Com essa alteração forçada, o time de Ricardo Gareca ganhou o meio-campo e só não empatou a partida porque os nossos atacantes desperdiçaram chances incríveis.

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Aos 36 minutos, o volante Henrique, do Cruzeiro, quase fez o seu gol. Só que contra. A bola caprichosamente bateu no travessão.

A segunda etapa se manteve no mesmo clima, com o Palmeiras adiantando a marcação e dominando a partida. O gol parecia iminente e, aos 8 minutos, Felipe Menezes bateu falta na intermediária, o zagueiro Tobio desviou com o pé direito, no canto direito do goleiro e marcou o seu primeiro gol com a camisa do Verdão.

Aos 16 minutos, Henrique quase empatou a partida. O atacante, que não estava numa tarde feliz, invadiu a área, tentou encobrir o Fábio deles, mas o goleiro fez uma defesa difícil, impedindo a festa dos quase vinte mil palmeirenses que compareceram ao Pacaembu.

O atacante argentino Pablo Mouche entrou aos 19 minutos na vaga de Leandro, que mais uma vez errou tudo, e o Palmeiras continuou pressionando.

Mouche mostrou que, ao contrário do Leandro, joga pro time. Nas poucas vezes que apareceu, mostrou que tem faro de gol e também buscou municiar os companheiros no ataque palmeirense. Diogo mais uma vez lutou muito, ajudou na marcação, mas continua pecando nas finalizações.

A entrada de Tinga, ajudou o Cruzeiro a equilibrar o jogo, sendo que o volante da seleção quase faz o seu gol, aos 37 minutos, quando com bela saída do gol de Fábio evitou o terceiro gol cruzeirense.

Não faltou raça ao Palmeiras, que lutou até o fim para conseguir o empate, mas a vantagem conquistada logo de cara pelo Cruzeiro acabou se mostrando determinante para o resultado final da partida. Uma pena.

Por outro lado, ficou claro que o time pode progredir, contanto que o Gareca tenha logo os reforços que nunca chegam. O cara adiantou a marcação do time, barrou a descida dos laterais adversários e jogou de igual para igual com o melhor time do campeonato.

Enfim, apesar dessas duas derrotas, o argentino está mostrando que tem potencial. No entanto, de nada adianta ter um treinador competente e uma diretoria incapaz de montar um time decente.

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Abraço a todos!