Bindi e o Dunga

Leia o post original por Mauro Beting

O caríssimo Ednilson Valia escreveu agora um post lindo lembrando do amigo Luís Fernando Bindi, que foi iluminar e ilustrar o céu lá em cima

São seis anos já.

Na época, o treinador do Brasil era o Dunga. Para você ver como certas e incertas coisas voltam. Pena que o Bindi, não.

Mas será tão ruim assim voltar o Dunga?

Respeito muito o homem. O jogador e o treinador. O comentarista que foi. Discordo de muitas práticas e algumas teses dele. Mas admiro quem vira o jogo como ele. Como foi de 1990 para 1994. Como espero que seja de 2010 a 2018.

Dunga perdeu o pai dois anos depois da Copa de 2010. Como perdemos o Bindi dois anos depois de 2006. Claro que dói demais. Claro que mexe.

Mas é preciso seguir em frente. Ainda que nem toda mudança seja evolução. Nem sempre seguir adiante é realmente ir para o lugar certo.

Dunga está sendo tratado como um câncer do futebol. Não é. Também não parece ser remédio. Como ninguém seria.

Nem Guardiola, que chegaria para treinar o Brasil como Neymar chegou para nos levar ao hexa. Acabou vergando pelo peso nas costas. Acabou saindo quebrado por um tranco no lombo.

Dunga não é salvador da pátria. Embora tenha sido escolhido por ser daqueles que usam a palavra pátria como um volante como ele gosta de dar carrinho.

Não é Dunga o remédio. Mas também não é a doença.

Não pode arcar com todos os males. Nem é o bem maior.

O Dunga é mais um. Como ele quer. E a CBF parece querer. É o capataz para fazer o coletivo funcionar. É isso que eles querem. É essa a essência do esporte.

Mas não pode ser só isso. O futebol. A seleção. A CBF. O Dunga.

Precisamos mais. Queremos mais.

Aquilo que o nosso amigo Bindi saberia escrever muito melhor. Pensar muito melhor.

O Bindi não pode voltar.

Que Dunga volte melhor.