A quarta Era Dunga!

Leia o post original por celsocardoso

AFP

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“Era Dunga” foi um rótulo com sentido pejorativo para uma geração que fracassou na Copa de 1990, na Itália, sob o comando de Sebastião Lazaroni. Dunga era o símbolo da vontade em detrimento da qualidade técnica. Em 1994, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, ele deu a volta por cima e na condição de capitão levantou a taça de campeão do mundo.

Em 2006 recebeu o convite de Ricardo Teixeira pra renovar a seleção brasileira, apesar de nunca antes ter atuado como treinador. Truculento, brigou com a imprensa e com os críticos pra defender sua filosofia. O time era, de certa forma, espelho do que Dunga foi como jogador. Disciplinado taticamente, mas pouco técnico. Mesmo sem brilho, ganhou a Copa América e a Copa das Confederações, porém naufragou na África do Sul, naquele fatídico jogo contra a Holanda pelas quartas-de-final.

Agora, Dunga volta como comandante do projeto Rússia 2018. Tem nova chance de ressurgir campeão. E novamente cabe a ele renovar o futebol brasileiro. Na apresentação de hoje, reconheceu alguns erros do passado como a dificuldade em conviver bem com a imprensa, falou em futebol competitivo e em resultados positivos a partir da mescla de juventude com experiência. Nada muito animador. Nem tanto pela qualidade dos que hoje assumem a responsabilidade de ditar rumos da seleção, mas principalmente por aqueles que vemos dirigindo o futebol brasileiro. A CBF ganhou um escudo de respeito. Pelo menos até o próximo choque de realidade.