Saída de Leandro foi fundamental para o Palmeiras vencer os veteranos de Geninho

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Avaí 0×2 Palmeiras

Leandro se apresentou mal na parte técnica e de novo não se dedicou da maneira necessária.

O Palmeiras foi um com ele em campo e outro bem melhor sem.

A mudança de posicionamento de Felipe Meneses, depois de Gareca tirar o ex-jogador do Grêmio, e a marcação fraca do meio de campo do Avaí por causa dos erros de Geninho ao privilegiar seus veteranos, fizeram a diferença.

Vitória inquestionável do Alviverde.

Mudou

Gareca poupou vários jogadores e mudou o esquema tático do Palmeiras.

Trocou o 4-3-1-2 pelo 4-3-3 com variações.

Mouche, na direita, e o desinteressado Leandro, na esquerda, atuaram pelos lados do ataque, onde Henrique foi o centroavante.

Felipe Menezes, na meia, completou o quarteto ofensivo.

Ele, Mouche e Leandro, ou apenas um dos atacantes de acordo com as circunstâncias do jogo, tinham que ajudar Josimar e Wesley na marcação.

Traduzindo, precisavam compor o meio de campo.

Discordo

Geninho posicionou o Avaí no 4-4-2.

Eu jamais escalaria o meio de campo como o dele.

Marquinhos, irresponsável taticamente faz tempo e Cléber Santana, que pouco se empenhava quando era jovem, nasceram em 81.

Eduardo Costa, outro veterano, é de 82. Apenas Eduardo Neto, com 25 anos, tinha menos de trinta e dois.

Com estes atletas, a equipe fica estática ali. Depende de posse de bola, apesar de ser pouco combativa, dos chutes de fora da área e lampejos de Marquinhos, o mais técnico do quarteto.

Mesmo assim…

O Avaí no 1° tempo ganhou a disputa no meio de campo e por isso teve mais posse de bola ofensiva.

O Alviverde atuou mal taticamente. Recuou muito e permitiu chutes de fora da área, além de não conseguir manter a redonda na frente porque seus atletas estavam muito distantes uns dos outros e cometendo erros simples de fundamento.

Podia tirar proveito até disso, mas falhou nos contra-ataques.

O único bem executado, aos 43 minutos, teve o trabalho de pivô perfeito de Henrique e Leandro, de frente para o goleiro, finalizando mal.

O atacante também tinha que explorar o fato de de Eduardo Costa e do lateral direito Marrone, que apoiou muito,  atuarem desde os 28 minutos pendurados com o cartão amarelo.

O Avaí, um pouco superior antes do intervalo, não merece elogios.

Jogo foi fraco, com ambos os times cheio de problemas táticos, ruim na parte técnica, lento e sem destaques individuais.

Sai Leandro e Felipe Meneses resolve

O Palmeiras voltou para o 2° tempo marcando melhor e ganhou o duelo na região central do campo.

Geninho, aos 10 minutos, trocou Paulo Sérgio, que foi mal e formou a dupla de ataque com Anderson Lopes, mas ajudou o meio de campo a marcar porque Marquinhos andou, não correu, sem a bola e Cléber Santana passou boa parte do tempo olhando o que acontecia perto dele, por Roberto, também atacante.

Precisava reforçar o meio, não substituir atletas da mesma posição.

Já havia perdido Eltinho, machucado, e colocado Revson.

Gareca, aos 15, após Leandro desperdiçar outra chance e ficar naquela moleza habitual, se cansou da malemolência do comandado e colocou Bruno César no lugar dele.

Deslocou Felipe Meneses para esquerda, onde estava Leandro, e posicionou o reserva centralizado na meia.

Como meio-campo do Avaí ficou despovoado depois da saída de Paulo Sergio, Felipe Meneses, aos 17, avançou quase livre e acertou bonito chute de fora da área.

Aos 25 foi a vez de Josimar aproveitar a buraqueira do Avaí e tocar para Felipe Meneses ampliar a vantagem.

Mais perigoso

O artilheiro pediu para sair e Mazinho entrou.

Aos 35, Gareca trocou Josimar por Gabriel Dias e não mexeu no esquema tático.

Seu time estava melhor em campo, dono da situação, e o anfitrião só tinha os cruzamentos tortos e chutes para fora como maneiras de tentar diminuir a diferença no placar.

O descansado Cleber Santana, dois minutos depois do gol, deu lugar ao Diego Jardel.

A mudança não surtiu efeito.

O Palmeiras, no contra-ataque, continuou levando mais perigo.

Vitória inquestionável do time de Ricardo Gareca.

Escalações

Avaí – Vagner; Marrone, Pablo, Bruno Maia e Eltinho (Revson) ; Eduardo Costa, Eduardo Neto, Cleber Santana (Diego Jardel) e Marquinhos; Paulo Sergio (Roberto) e Anderson Lopes.
Técnico: Geninho.

Palmeiras – Fábio; Weldinho, Wellington, Marcelo Oliveira e Vitor Luiz; Josimar (Gabriel Dias), Wesley e Felipe Menezes (Mazinho); Leandro (Bruno César), Mouche e Henrique.
Técnico: Ricardo Gareca