Argel (de)novo técnico do alvinegro. Vem desastre por ai?

Leia o post original por diego simao

Lá vem o Argel. Novamente.

O treinador que já apareceu em fotos com Wilfredo em festas, com certeza tem uma relação pra lá de estreita com o presidente alvinegro. Até onde isso influenciou a decisão, não se sabe.

Certo é que Argel volta após uma passagem não muito agradável pelo clube. Como muito bem destacou o GE/SC hoje (leia aqui), Argel saiu do Figueirense com um excelente índice de 26% de aproveitamento (pior que o Guto!) em sua passagem em 2012 e clube estava na zona de rebaixamento. E desculpas sobre sua passagem existem: de que foi prejudicado por influência de empresários, que a guerra interna derrubou o técnico e por ai vai.

O certo é que Argel é daqueles treinadores que se diferenciam mais pela garra em seus times do que pela tática. Vai do “vamu lá porra” ao “contra tudo e contra todos“, inclusive contra a torcida que é corneteira e tudo mais.

O que preocupa é que Argel deu certo em absolutamente lugar nenhum. Sempre associei o Argel como o técnico tampão que vem numa última esperança de 4 ou 5 jogos salvar o time. E foi mais ou menos o que ele fez com o Criciúma na última vez, e somente lá que a memória puxa algo de bom que fez no futebol.

Mas não boto fé. Quero, e muito, queimar, carbonizar minha língua, entretanto, acredito que é apenas mais um passo dado ao rebaixamento. O ambiente é conturbado e Argel nunca me pareceu um apaziguador. O time está esculhambado em campo, e Argel nunca mostrou ser gênio tático que fará todo mundo render 200%. Por fim, o Figueirense não tem um meio de campo decente, e até onde conheço da biologia humana, Argel não vai parir um jogador e criar ele a tempo de concertar o setor criativo e organizador do alvinegro.

Ou seja, sob minha ótica, tem que ter um intervenção divina. No mínimo.

Outras pontas soltas…

E nada se resume ao Argel. O Figueirense tem que acordar para a desordem em que o clube se encontra. É um planejamento inexistente que culmina em demissões no timing perfeito para o desastre. Dá até para acreditar que tudo é feito para irritar cada vez mais o torcedor. Resumindo, manda o Pastana embora também, o que estão esperando?

Outra coisa é ficar sempre sabendo que o filho do presidente, Rodrigo Brillinger, está sentado na mesa onde ocorrem as reuniões que decidem o futuro do Figueirense. Me pergunto: com toda certeza ele não está ali para fazer “ata” da conversa, qual o papel dele? O clube virou patrimônio familiar? É Figueirense caralho! Não é Brillinger Futebol Clube!

Resumindo, nessas horas bate até um desespero e vem na mente: TÁ TUDO ERRADO, TÁ TUDO ERRADO!

Abraço do Tainha