A história se repete como festa do Galo

Leia o post original por Mauro Beting

Foram sete gols no Mineirão.
Mas não foram alemães.

Também teve apagão brasileiro. Teve derrota nos 90 minutos. Teve o ex-capitão chorando na trave do Mineirão depois da prorrogação. Teve uma atuação abaixo do esperado pelo Galo.

Mas teve a vitória do time que deveria ter goleado em Lanús. Teve o atleticano que não precisava sofrer tanto. Embora o Galo sofra por viver. Vive o Galo por que sofre.

O Atlético fez 1 a 0 com 5 minutos. Ronaldinho foi legal com Diego e deixou Tardelli marcar o centésimo gol pelo Galo na cobrança de pênalti. O artilheiro e melhor em campo hoje – e também em Lanús – fez a merecida festa. Mostrou camiseta comemorativa alusiva ao gol centenário.

E parece que o time entrou na mesma vibe. Esqueceu do jogo. Não marcaram o versátil Ayala que empatou em seguida. O time empacou e levou a virada. Buscou o empate com Maicossuel, que ajudou muito na contenção ao bom Velásquez, e que também se mexeu mais em campo.

Na segunda etapa, o Galo voltou ainda pior. Ronaldinho mais uma vez fez pouco. Luan entrou bem. Guilherme, mais tarde, não. Ainda assim deu para segurar o empate até os 48 minutos, quando mais uma falha do lado esquerdo sacramentou a justa vitória da equipe grenate. Ainda que com um gol discutível pela solada de Acosta.

Eram 48 minutos do segundo tempo.

Pareceu o último minuto do planeta.

Nem no Minerazen se ouviu tamanho silêncio. Vazio que ocupou todo o Intervalo até a prorrogação. E o início dela já invadindo a madrugada.

Primeiras horas de 24 de julho. Um ano depois, a história se repetiu como festa. Com o mesmo nervosismo.

Desta vez, porém, com a mão divina – e não apenas de Victor.

Luan foi ao fundo e cruzou na barriga de Gómez, que empatou 3 a 3.

Ayala se confundiu com Marchesin e fez o bizarro gol decisivo.

Dois gols contra. Numa decisão.

O atleticano não gritou. Mas foi mais uma vez na base do acredito”. Por mais inacreditável que pareça.

Coisas de quem é campeão. Até quando não jogou para tanto, na segunda partida.

Ma dever dizer: em 210 minutos, o Galo foi melhor. É melhor que o bravo Lanús.

Mas precisava sofrer tanto?

Pensando bem, vendo a festa no Mineirão que neste exato momento se apaga, quando o relógio marca 1h17, foi mais legal sofrer tanto.

Foi mais Galo.