E o Palmeiras segue economizando…vitórias em clássicos

Leia o post original por Flavio Canuto

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Sai Henrique, não chega ninguém. Sai Kardec, não chega ninguém. Sai Valdívia, não chega ninguém. E assim tem sido a vida do Palmeiras nos últimos meses.

A diretoria tenta botar as finanças do clube em dia, mas o tiro sai pela culatra. Na falta de um elenco competitivo, o Palmeiras perde receitas, prestígio e, principalmente, clássicos.

Nos últimos nove clássicos paulistas, tivemos uma mísera vitória, cinco empates e três dolorosas derrotas.

Uma das piores foi justamente a deste domingo, quando praticamente não chutamos nenhuma bola no gol do adversário e ainda levamos dois gols.

O começo da partida acabou dando um bom exemplo do que ocorreria no resto da etapa inicial. O rival com muito mais posse de bola e trabalhando a bola no ataque, mas sem conseguir furar a defesa alviverde. O Palmeiras, por sua vez, não soube aproveitar eventuais possibilidades de contra-ataque, deixando de ameaçar o adversário e não criando nada em termos ofensivos.

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Depois de perder Diogo na véspera do jogo, Gareca tentou montar um meio-campo mais “cerebral” com Mendieta e Wesley, mas nenhum dos dois conseguiu cumprir a tarefa de fazer a bola chegar aos atacantes palmeirenses. Ambos foram ridículos em campo.

A partir dos 38 minutos, os donos da casa se soltaram mais e fizeram o goleiro Fábio trabalhar um pouco. Ele fez boas defesas, aos 41 minutos, num chute da entrada da área e numa cabeçada de Romero logo em seguida. O zagueiro Gil também teve uma chance, cabeceando para fora aos 43 minutos.

E o primeiro tempo foi isso. Muitas faltas, pouco futebol. Para quem já assistiu a jogos sensacionais entre os dois clubes, foi uma decepção.

Mas a coisa piorou logo no início da segunda etapa, quando Elias encontrou Guerrero livre na área. O atacante não perdoou e, logo aos 5 minutos, abriu o placar. Quatro minutos depois, como forma de tentar mudar alguma coisa, Gareca trocou o inoperante Mendieta pelo sempre péssimo Leandro, o que não alterou absolutamente nada.

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Sem limões não se faz uma limonada. Estamos cobrando a diretoria e esperando por reforços desde a parada para a Copa do Mundo. Muita gente tá saindo e poucos chegam. O resultado está aí.

Sem forçar muito a barra, o time da casa tocou a bola e tentou criar novas oportunidades de gol. Elias quase chegou lá, aos 27 minutos, quando arriscou pro gol e exigiu mais uma boa defesa de Fábio.

Acredite se quiser: o primeiro chute a gol minimamente decente do Verdão ocorreu aos 35 minutos, quando Pablo Mouche fez boa jogada e chutou de fora da área….obviamente para fora. Justiça seja feita: Pablo Mouche foi um dos poucos que mostrou que tem potencial e pode render mais se tiver jogadores de qualidade a seu lado.

Poucos foram bem no dérbi: o volante Renato, que “carregou o piano” praticamente sozinho no meio-campo e o garoto Victor Luis, que foi escalado de surpresa e não pipocou.

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Quando o placar parecia definido, o célebre ditado “desgraça pouca é bobagem” deu as caras em Itaquera.

Aos 45 minutos, Petros chutou a gol, a bola bateu na trave e depois nas costas do Fábio. 2×0. Após o apito final do árbitro, o técnico Ricardo Gareca soltou a seguinte frase na coletiva:

“Agradeço à diretoria, a confiança do presidente, aos dirigentes, por me contratar ao Palmeiras, mas não sei o que pensam com três derrotas seguidas, não sei. Faz dois meses, um mês e meio que estou na frente do Palmeiras, eu penso que o Palmeiras vai melhorar, e que vai conseguir os resultados, mas não sei o que pensa a diretoria”

Esse foi um dos piores dérbis que eu já vi, mas essa foi uma das melhores indiretas que ouvi de um treinador para a sua diretoria.

Todo mundo sabe que se o Palmeiras está nesta situação não é apenas por conta do treinador, que está fazendo o que pode com esse elenco limitadíssimo.

Se com essa derrota e com esse “recado” eles não acordarem, será tarde demais.

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Abraço a todos!