O MÁGICO LUXO DE TOCAR A TAÇA

Leia o post original por K.O.N.G

Arte e poema de Daniel Casas. Justo e necessário.

Ele veio, prometeu e cumpriu. Vestiu a armadura preta e branca, disse que escreveria seu nome em nossa história. Tá lá. Não tem estátua, mas é digno.

A Libertadores, a Recopa, o Campeonato Mineiro. O metal que brilha em Lourdes é apenas uma pequena parte disso tudo, amostra material do que Ronaldinho foi para o Galo. A maior parte – a melhor parte – somente o atleticano saberá. Somente ele sentiu, somente ele gritou, somente ele viveu. E não é preciso falar mais nada.

No momento da despedida, todas as homenagens são justas e necessárias. O deus esteve conosco e nós estivemos com ele. Choramos juntos. Sorrimos juntos. Formamos uma bela dupla, hein.

O momento da despedida é de dor, óbvio. É como perder alguém querido. Nunca mais veremos outro camisa 10 como Ronaldinho no Galo, porque simplesmente não existe jogador no planeta que se iguale a ele. Nenhum.

Meu pai viu Reinaldo. Eu vi Ronaldinho. E isso basta.

Valeu, cara.