Ronaldinho Galo

Leia o post original por Mauro Beting

Ele é cria do Grêmio, de onde saiu mal e não voltou ainda pior.

Ele se criou no PSG, onde foi muito bem, já campeão do mundo pelo Brasil em 2002.

Ele se fez no Barcelona. Duas vezes melhor do mundo. Campeão da Europa em 2006, quando deixou de jogar o muito que sabe.

Não saiu bem do Barça, ainda que passando o cetro a Messi.

Não se acertou no Milan. Foi campeão no Flamengo. Mas rendeu menos que o esperado. Mais uma vez.

Uma atuação foi mágica. Os 5 a 4 contra o Santos de Neymar, na Vila, em 2011.

Jogo digno de Pelé. De Neymar. De Ronaldinho.

Pouco mais se viu de Ronaldinho até chegar ao Galo que precisava de um craque como ele. Como ele precisava de um torcedor como o atleticano.

Foram 28 gols em 88 jogos. Poucos em 2014. Poucos gols e bons jogos.

Mas o primeiro semestre de 2013 é dele e do Galo. Daquele grande time de Cuca que venceu rivais, prognósticos e agnósticos com tocante campanha. Com vibrante Ronaldinho.

A salva de palmas que o Mineirão ouviu contra o Lanús foi a despedida do craque do Galo. Mas, de fato, foi a entronização dele no panteão atleticano.

Ali ela saía de campo para fazer a história que foi muito feliz na Libertadores. Aquela do “eu acredito” atleticano.

Para não dizer que só eles pareciam acreditar no time. E no renascimento de um craque.

Ronaldinho não fez em BH tudo que brilhou na Catalunha.

Mas fez pelo atleticano tudo que o atleticano faz por jogadores muito menos qualificados.

Ronaldinho do Galo foi bom demais.

O Galo foi bom demais para ele.

Gaúcho ele sempre será.

Mas do jeito que ele foi do Galo, poucos serão como Ronaldinho.

Depois de tantos anos, um craque incontestável atleticano. Um motivo de orgulho eterno.