Na soma das partes, um futuro melhor

Leia o post original por diego simao

Quem me acompanha no twitter (@TainhaAlvinegra) sabe que participei ontem das duas reuniões que ocorreram sobre o clube. A primeira, reunião do Conselho Deliberativo, e a segunda de iniciativa dos torcedores.

Sai de ambas reuniões com sentimento muito positivo e estou bem otimista. É uma luz no fim do túnel, uma expectativa de mudança.

Conselho Deliberativo x Wilfredo Brillinger

Apesar de uma certa expectativa sobre a renúncia de Rodrigo Passoni, a saída do ex-dirigente não trouxe novidades. Sua saída que se deu tão somente por conta da perda de espaço, é um repetitivo sinónimo de quanto Wilfredo Brillinger se isolou no comando do clube.

O ponto que realmente indigna os conselheiros é o desrespeito da administração com o poder deliberativo do clube. Em suma, Wilfredo “não está nem ai” para o Conselho ou qualquer um. Fora seu filho, Rodrigo Brillinger, que apesar de não ter cargo no clube, tem mais poder todos.

A falta de respeito de Wilfredo com o Conselho Deliberativo (CD), não se reflete somente pela atitude de seus funcionários (como Pastana ao chamar Passoni de rato), mas principalmente por ignorar qualquer incitava do Conselho. Não de hoje, Wilfredo Brillinger não responde pedidos de informações sobre a quantidade de atletas e o tamanho da dívida do clube. A real situação do Figueirense é um completo mistério, e mesmo com funcionários como Tomita e o advogado do clube (presentes na reunião de ontem) a informação nunca chega.

Não existe unanimidade contra a administração de Wilfredo, mas quando um conselheiro levantou que a questão de “reclamar” sobre as atitudes Pastana poderia resultar na saída do presidente, outros levantaram a voz: “que saia!” brandiu de um lado, “não ajuda em nada“, gritou outro. Ou seja, os dias de amenidades entre Conselho e o atual presidente ficaram no passado.

A administração é considerada desastrosa. Reclamações sobre o desrespeito ao que estipula o novo estatuto, são frequentes.

A falta de informações e desrespeito pelos prazos estipulados para questionamentos elaborados pelo conselho são constantemente ignorados. O clube é uma caixa preta e a chave está na mão do presidente, ele não compartilha com o CD.

A situação, em si, é também não é uma surpresa. Desde a época da Alliance (onde Wilfredo era o principal nome da empresa), compartilhamento de informações nunca foi o forte. Quando os contratos com a empresa chegaram ao público via Meu Figueira, a Alliance caiu e se elegeu Wilfredo (homem forte da Alliance) como o nome que salvaria o clube dos problemas criados pela sua própria empresa. Oi?

Nova postura, futuro diferente?

Dessa situação surreal chegamos aos dias de hoje com o um Conselho que está de olhos abertos. Por mais que tenha-os aberto um pouco tarde.

Agora, no entanto, existem indícios que essa nova mentalidade que começa a se difundir no Conselho Deliberativo, pode ser a rota a ser seguida para um destino melhor no futuro alvinegro. Os antigos conselheiros considerados “corneteiros” ganham suporte e outros conselheiros seguem a mesma linha. E esse é o ponto positivo.

O Conselho Deliberativo começa a se expressar de forma mais fiscalizadora. A preocupação com as finanças do clube voltou a ter destaque e a antiga forma ter uma conduta baseada na “amizade” parece estar ter ficado no passado.

E o melhor. A reunião acabou com uma salva de palmas para uma possível oposição. Se declarou a ideia de haver uma chapa contrária a situação, e até mesmo se sugeriu o nome do atual presidente do conselho como cabeça de chapa. Talvez Phillipe não seja o candidato, mas a existência de uma oposição ganha corpo.

Reunião da torcida e seu envolvimento na eleição

Na mesma noite, e muito perto da reunião do Conselho Deliberativo, também ocorreu a reunião entre torcedores. Aproximadamente 50 participaram no auge da reunião que acabou somente a meia noite.

Torcedores ligados ou não a alguma organizada apareceram. No fim, muita conversa direta e franca entre diferentes nichos da torcida esclareceram situações de informações desencontradas que somente serviam para desunir e enfraquecer a torcida.

No fim, ficou claro que torcedores também querem mudança e que, somente unidos, terão força e representatividade. Ficou claro, também, que somente com essa união que se poderá unir os 55 nomes necessários para compor a chapa de torcedores contribuintes aptos a votar nas próximas eleições.

Decidiu-se que estas reuniões, entre torcedores, terão continuidade. A ideia é mobilizar e organizar para formação da chapa de oposição. Essa qual também contará com sócios patrimoniais.

Muita coisa tem que ser debatida, muitas ideias organizadas e arrestas aparadas. Mas somente assim para construir um Figueirense forte.

A soma das partes

Da noite de ontem, vendo tudo que ocorreu nas duas reuniões, vi que existe um futuro para o Figueirense. Diferentes opiniões existem, mas se deverá estabelecer pontos em comum para uma união global e estabelecer caminhos comuns para que o clube encontre um futuro melhor.

Sim, haverá inúmeras dificuldades nesse caminho, mas depois de muito tempo, estou acreditando em melhores dias para o Figueirense.

Abraço do Tainha

OBS: Sobre a demissão de Pastana. Foi tarde, e infelizmente, sua saída não resolve. Teve bom início, contribuiu para o Figueirense retornar a primeira divisão, mas seu legado, na saída, é um grupo rachado e perdido. Muitos jogadores chegaram e não foram utilizados e este custo o alvinegro vai acabar pagando.