Não há profissionais de primeira linha à disposição do Grêmio

Leia o post original por Pedro Ernesto

Bruno Alencastro/Agência RBS

Bruno Alencastro/Agência RBS

Se estava ruim com Enderson Moreira, agora parece estar muito mais. Os profissionais de primeira linha pretendidos pelo Grêmio não querem trabalhar neste momento. Tite manda dizer, por seu empresário Gilmar Veloz, que não trabalha até outubro. Felipão, depois do seu grande desastre profissional, não quer se apresentar para nada.

Teria ainda Celso Roth, mas este tem dúvida de gratidão com o presidente do Coritiba, que o segurou depois de repetidas derrotas. O que sobra? Pouco. Tem Dorival Junior, Paulo Autuori, Ney Franco, Gilmar Dal Pozzo, Adilson Batista, Arce, Roger Machado ou algum estrangeiro, que demoraria muito até conhecer, minimamente, o grupo de jogadores do Grêmio, seus adversários e a cultura de um campeonato importante e difícil como é o Brasileirão.

Como dizia minha avó, a direção gremista se meteu num mato sem cachorro. Já tem dirigente entendendo que o melhor seria ter ficado com o treinador antigo.

Treinadores

Todos sabem que Fabio Koff é o dirigente mais vitorioso da história do Grêmio. No entanto, na atual gestão, os números são comprometedores. São 20 meses de gestão e estamos indo para o quarto treinador. Uma média de apenas cinco meses para cada profissional.

São dois campeonatos gaúchos perdidos, duas participações em Libertadores e não conseguiu superar a fase de oitavas de final. Nenhum Gre-Nal vencido a ainda tem contra si a goleada de 4 a 1. A torcida, que lhe deu uma vitória expressiva nas urnas contra Paulo Odone, esperava muito mais do velho dirigente. Mas como Koff é raposa e conhece os caminhos, ainda se pode esperar muita coisa dele.

Qualidade

Numa disputa envolvendo Inter e Ceará, será muito lógico entender o favoritismo colorado. Mas duas questões precisam ser examinadas com algum cuidado. A primeira se relaciona ao mau futebol apresentado contra o Bahia.

Não pode repetir aquele horror. A outra está no adversário, que é da segunda divisão, mas está na liderança. Sem Aránguiz, o time colorado joga numa preocupante lentidão. E na Copa do Brasil, quem está em casa, precisa ganhar e fazer escore.

Demais

Ver o Cruzeiro jogar é muito bom. Um time com velocidade, matéria-prima essencial no futebol moderno, com execução pronta dos tabelamentos, quase todos envolventes.

Os brasileiros já sabem quem é o grande favorito para o campeonato. Se nada acontecer de muito extraordinário, dá para apostar todas as fichas na Raposa Mineira.

De menos

O Rio de Janeiro continua lindo. Suas praias, montanhas, mulheres. A Cidade Maravilhosa. Mas o futebol…

O Vasco consegue ir muito mal na segunda divisão. O Flamengo aposta em Vanderlei Luxemburgo para escapar do rebaixamento. O Botafogo não tem dinheiro para nada e está com cinco meses de salários atrasados. Só resta, como grande exceção, o Fluminense, graças a um patrocínio milionário que conseguiu.