Gratidão mútua

Leia o post original por Neto

O meia foi decisivo na conquista atleticana da Libertadores de 2013

O meia foi decisivo na conquista atleticana da Libertadores de 2013

Antes de desembarcar em Belo Horizonte o Ronaldinho estava escondido. Viva uma tremenda instabilidade técnica. Teve que entrar na justiça para conseguir se desligar do Flamengo. Ninguém mais queria pagar uma baita grana para uma estrela que estava longe de render o mesmo futebol mágico dos tempos de Barcelona. Pois um dirigente meio louco, o presidente Kalil, acreditou. E não é que deu certo?

Pouco mais de dois anos. Isso foi o que durou a passagem de Ronaldinho Gaúcho pelo Atlético/MG. E apesar das críticas considero um sucesso o casamento entre R10 e o Galo. O jogador chegou até a usar a 49 em homenagem ao ano em que a mãe dele nasceu. Mas com seu número mais tradicional Ronaldinho foi decisivo na conquista do título da Libertadores, o mais importante da história do clube mineiro. Além disso ele faturou o estadual do ano passado e mais recentemente a Recopa Sul-Americana.

O Atlético deve muito respeito ao Ronaldinho. Mas Ronaldinho deve muito mais gratidão ao Atlético. O clube deu todo o suporte para que ele resgatasse a imagem vencedora do jogador brilhante que havia ficado no passado recente.

A saída foi repentina? Foi. Doeu para os torcedores? Sim. Mas ele deixou saudades e construiu uma história maravilhosa. Ninguém nunca vai apagar. Isso deveria ser o mais importante. Tenho convicção que a maioria dos atleticanos vai entender isso com o tempo.