Os incompetentes e o novo técnico

Leia o post original por Luiz Nascimento

Silas é o novo treinador da Portuguesa. O ex-jogador de 48 anos estava sem clube desde que foi demitido do América-MG. Os diretores do Coelho resolveram mudar de treinador quando o clube entrou na zona de rebaixamento do campeonato estadual. O novo comandante da Rubro-Verde pega um time que ainda tem 24 rodadas a disputar na Série B do Campeonato Brasileiro. Divisão na qual ele despontou como técnico.

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Em 2008, o ex-meia conquistou o acesso à elite do Brasileirão com o Avaí. No ano seguinte, venceu o Campeonato Catarinense e manteve o clube na Série A da competição nacional. Silas foi contratado pelo Grêmio, onde levantou a taça do Campeonato Gaúcho. Mais tarde, a diretoria seria pressionada pela torcida a demitir o técnico após uma sucessão de maus resultados. Desempenho esse que também marcou a passagem do treinador pelo Flamengo em 2010. Foram 10 partidas disputadas e apenas uma vitória somada.

Silas teve uma passagem meteórica pelo primeiro clube, o Avaí, até receber uma proposta do Qatar. Foi campeão de duas copas naquele país, uma pelo Al-Gharafa e outra pelo Al-Arabi. A carreira estrangeira durou apenas entre 2011 e 2012. No ano seguinte, assumiu o Náutico em meio a uma crise para se classificar para a segunda fase do Campeonato Pernambucano. O treinador foi demitido nas primeiras rodadas do Brasileirão.

O ex-jogador de São Paulo, Internacional e Vasco da Gama chega ao Canindé com a tarefa de tirar o time da zona do rebaixamento. Além disso, organizar um elenco que apresenta um futebol mais apagado a cada rodada. Uma equipe que sofre para armar, atacar, impor jogo e, principalmente, vencer. A Lusa precisa de um treinador que consiga extrair dos atletas o máximo que eles podem oferecer. E, talvez, indicar jogadores que tenham a qualidade técnica de que a Portuguesa precisa. Silas foi uma aposta rápida da diretoria rubro-verde após a demissão do antigo treinador.

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Marcelo Veiga foi desligado do clube após o empate sem gols contra o Oeste, no Canindé. O eterno treinador do Bragantino disputou oito jogos – quatro empates, duas derrotas e duas vitórias. Teve o recesso da Copa do Mundo para apontar jogadores que não tinham condições de integrar o elenco, trazer os reforços necessários e organizar taticamente um time capaz de reverter a péssima situação no campeonato. Não conseguiu cumprir nenhuma das metas e ficou no Canindé por mais tempo do que deveria.

A Lusa tem pouca – para não dizer nenhuma – margem de erro. Não há mais chances para falhar. Uma mudança drástica e cirúrgica tem de acontecer logo para que o clube consiga alcançar o último suspiro de sobrevivência: a permanência na Série B. E os homens que “comandam” a Portuguesa optaram por um treinador que está longe de ser unanimidade ou estar em alta. Pelo contrário. Silas é um profissional que ainda não se consolidou. Ele precisa provar que é capaz de fazer mais do que uma boa campanha em uma única equipe. O ex-jogador precisa mudar o rumo da carreira e trilhar um caminho ascendente. Exatamente o contrário do que os últimos trabalhos mostram.

A nós, torcedores, resta apenas acompanhar o que os incompetentes que atuam no futebol do clube fizeram. Se algo planejado, estudado, correto e honesto. Se algo impensado, incerto, desonesto e conveniente. Vindo de uma diretoria de amadores, sequer podemos dizer que há esperanças. Há apenas espaço para acompanhar…