Santos deve rejeitar também voto para presidente pelo correio

Leia o post original por Perrone

A votação para presidente à distância, que parecia enterrada no Santos, voltou a gerar discussão após embaixadas clube em outras cidades pedirem a adoção do voto pelo correio. Em documento enviado ao Conselho Deliberativo, esses sócios afirmam que a modalidade está prevista no artigo 30 do estatuto. Porém, a mesa diretora do Conselho se reuniu nesta quinta e, em análise preliminar, entendeu que a medida só pode ser submetida à aprovação do órgão daqui a seis meses. A eleição está marcada para dezembro. Não daria tempo.

“O estatuto determina um intervalo de seis meses para que o mesmo assunto seja votado pelo conselho. Como acabou de ser rejeitado o voto pela internet, entendemos que já debatemos o assunto voto a distância. Então, só daqui a seis meses poderíamos votar a discutir o tema. Mesmo assim, encaminhamos o requerimento das embaixadas para a comissão de estatuto se posicionar”, disse ao blog Paulo Schiff, presidente do conselho santista.

Ao saber do requerimento assinado pelas embaixadas de Brasília, Cuiabá, Curitiba, Rio de Janeiro, São José dos Campos, Rio Preto, Goiânia e Salvador, a oposição se armou até os dentes para uma nova briga. Mas, pelo jeito, não será necessário. O movimento pelo voto pelo correio respira por aparelhos.

Uma guerra a menos em meio à batalha deflagrada por denúncias da oposição de que há sócios fantasmas no clube e que isso configura fraude eleitoral. A situação respondeu afirmando ter evidências de que parte dos sócios fictícios, com nomes como de Augusto Pinochet, Don Corleone e Al Capone foi criada pela oposição. E que essas carteirinhas já estavam bloqueadas após levantamento cadastral sobre todos associados.

O Grupo de Oposição Terceira Via Santista pediu para a Polícia Civil abrir inquérito sobre o caso e afirma que entrará com uma ação contra a diretoria pela acusação de ligação com as fraudes. Por sua vez, a diretoria encaminhou o caso para a comissão de inquérito e sindicância do Conselho Deliberativo.