São Paulo venceu o Bragantino, mas ficou devendo bom futebol; time de Muricy jogou no 3-5-2 ofensivo

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Novidades táticas e antigas dificuldades

Muricy mudou o posicionamento do São Paulo e viu o time de novo jogar mal.

O 3-5-2 ofensivo diante do Bragantino, penúltimo lugar da segundona com seus problemas táticos e técnicos e que estreou Paulo Cesar Gusmão como treinador,  não tornou a equipe mais criativa com a bola e forte na parte defensiva.

Os volantes Maicon e Souza tiveram liberdade de ajudar o Ganso na criação, os alas Douglas e Álvaro Pereira apoiaram.

Rodrigo Caio, o líbero, atuou na sobra do trio de zaga que contou com Paulo Miranda na direita e Rafael Tolói na esquerda, e avançou como um meia no primeiro tempo.

O Bragantino facilitou a missão são-paulina, em especial antes do intervalo, porque marcou no 4-3-3 extremamente defensivo.

Luisinho, Magno e Cesinha, os três mais adiantados, iniciaram as tentativas do Braga de retomar a redonda alguns metros atrás da linha que divide o campo.

Isso praticamente anulou as chances da agremiação do interior contra-atacar e não a fez jogar de maneira compacta.

Havia espaço para o São Paulo trabalhar com bola entre os dois trios que tentaram proteger o quarteto formado por laterais e zagueiros.

A movimentação sem sincronia e objetividade, noutras palavras a falta de entrosamento apesar de estarmos no fim de julho, e a má atuação na parte ofensiva de diversos jogadores emperraram o favorito.

Douglas foi mal. Pereira se movimentou bem e falhou nos cruzamentos. Maicon errou passes. Ademílson repetiu seus erros nas assistências e finalizações. Pato foi o mesmo dos últimos tempos.

O atacante participou do único lance de destaque nos 45 minutos iniciais, que terminou com a bela finalização de Ganso, melhor do time na vitória por 2×1.

O São Paulo só foi ao vestiário vencendo porque Bruno Recife errou feio no gol contra.

E quase conseguiu tomar um gol de cabeça do adversário de recursos técnicos pobres, taticamente abaixo da média e despreparado para atacar.

O travessão evitou o empate

Equilibrou

O técnico interino André Gaspar, provavelmente orientado pelo recém contratado PC Gusmão, mexeu na escalação, posicionou o 4-4-2 e mandou o Bragantino atacar depois do período de descanso.

O aumento dos espaços para o São Paulo criar ou contragolpear de novo não foi aproveitados da maneira correta.

A mudança de postura do Bragantino serviu como teste simples, fácil, primário, para o sistema defensivo são-paulino, que novamente não tirou nem nota cinco.

O confronto ficou equilibrado e aberto, com Ganso e Luisinho perdendo boas chances, até o lance do pênalti.

Discordo

Robertinho empurrou Álvaro Pereira na disputa por cima.

Discordo da decisão do árbitro Thiago Duarte Peixoto, uma pena porque estava bem no jogo, apesar do lateral ter sido deslocado.

O critério brasileiro imperou no lance.

É preciso mais para haver a penalidade.

Pato cobrou bem, com seriedade, e fez 2×0.

O Bragantino, numa das várias jogadas de linha de fundo, diminuiu a vantagem do São Paulo graças ao gol de Luisinho

Não achei o resultado justo apenas porque não achei que houve o pênalti

Bragantino 1×2 São Paulo

Bragantino- Renan; Robertinho, Alexandre, Tobi e Bruno Recife; Francesco, Gustavo (Léo Jaime), Geandro e Magno(Sandro); Cesinha (Nunes) e Luisinho
Técnico: André Gaspar (interino)

São Paulo – Rogério Ceni: Paulo Miranda, Rodrigo Caio e Rafael Toloi; Douglas, Souza, Maicon, Ganso e Alvaro Pereira; Ademilson e Alexandre Pato
Técnico: Muricy Ramalho.

Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Fabio Rogério Baeesteiro
Público: 11.054 – Renda: 465.660