Thiago Ribeiro: “Com velocidade, Santos pode ser campeão”

Leia o post original por blogdoboleiro

O Santos é candidato ao título do Campeonato Brasileiro. Esta é a avaliação do atacante Thiago Ribeiro que voltou a jogar depois de mais de dois meses tratando de três lesões no joelho esquerdo, consequência de uma jogada na derrota para o Atlético Mineiro (1 x 2), na Arena Pantanal, ainda na 5ª rodada do Campeonato Brasileiro.

No último final de semana, Thiago – de 28 anos – retornou ao time e colaborou com duas assistências para dois dos três gols da vitória santista sobre a Chapecoense, na Vila Belmiro. Com este resultado, os santistas subiram para a 6ª colocação do Brasileirão, com 20 pontos em 12 jogos (5 vitórias, 5 empates e 2 derrotas, ambas fora da Vila Belmiro).

Nas jogadas em que participou, Thiago mostrou velocidade e caiu pelas laterais do campo. Saiu elogiado. Ele confessa, no entanto, que ainda sente “um incomodozinho” no joelho e precisa sentir mais confiança. Numa conversa por telefone com o Blog do Boleiro, o atleta – que ficou fora da partida contra o Londrina, pela Copa do Brasil (1 x 2 para o time paranaense) – insiste que o time do Santos tem condições de ser campeão.

Blog do Boleiro – Na sua volta contra a Chapecoense, você fez duas assistências e correu muito pelas laterais. Como você se sentiu?
Thiago Ribeiro –
Graças a Deus voltei bem. Depois de muito tempo sem jogar, não senti falta de ritmo de jogo. Nas últimas três semanas, passei duas só cuidando da parte física. Agora falta pegar um pouco mais de confiança.

Ainda existe o receio de nova lesão?
Olha, corri e fiz os deslocamentos normais de jogo. Senti um ‘incomodozinho’ aqui e ali, mas os médicos já tinham me dito que isso é normal. Mas o que eu tive foi feio. Não passei por cirurgia, mas sofri uma lesão de grau 2 no ligamento colateral medial, um estiramento no cruzado posterior e uma lesão no tornozelo que ficou preso no chão. Quando dei o carrinho, a fíbula foi pra trás e numa mesma jogada sofri várias lesões.

Quanto tempo sem jogar?
Fiquei parado 70 dias. Depois de 45, voltei a treinar.

O Santos mudou neste tempo?
Mudou bastante. O time começou com alguns resultados ruins nas primeiras rodadas. Antes da parada para a Copa do Mundo, nós conseguimos duas vitórias  (2 a 0 sobre Bahia e Criciúma). Aí voltamos depois do Mundial e ganhamos dois jogos (Palmeiras e Chapecoense) e perdemos um (Fluminense). Então nos últimos cinco confrontos, o Santos somou 16 pontos. Acho que dá para a gente se meter entre os times que brigam pelo título.

Dá para ganhar o Brasileiro com este grupo jovem?
O futebol é muito dinâmico. Em 2002, o time do Robinho, Diego, Elano e do Renato, que está com a gente agora, começou a montar um time que se classificou em oitavo. No fim, foi o campeão. No futebol, tudo pode acontecer. O Cruzeiro que hoje tem oito pontos na frente pode tropeçar e a gente vai se aproximando.

Mas dos times grandes de São Paulo, o Santos foi o que menos contratou neste intervalo da Copa e ainda perdeu um titular, Cícero.
É fato que Corinthians e São Paulo contrataram bastante. Mas não quer dizer tudo. Futebol não é só no papel. É no campo. O time do Santos está se encaixando e o segredo é manter a regularidade, ir passo a passo. Já sabemos como jogar em casa. Precisamos melhorar fora.

Na Vila, o time impõe respeito?
Impõe. Os times vem para a Vila Belmiro apostando no erro do Santos. A gente vai para cima, com velocidade, mas sabemos que o adversário espera para contra-atacar. Então temos que ter cuidado. Vem dando certo. Em casa, ainda não perdemos.

E fora, o que o time tem que fazer?
Tem que ser rápido. Nós já tivemos chances de boas vitórias usando esta nossa característica que é a velocidade. Quem sabe já contra o Internacional, a gente consegue encaixar um jogo assim. Fora, podemos usar o contra-ataque, mas sempre marcando o adversário na frente como a gente vem fazendo.