Bem-vindo, Agosto, o meu mês querido. E obrigado Augusto!

Leia o post original por Milton Neves

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Foto: UOL

Cada um tem o seu mês preferido.

Pela data de casamento, de nascimento da esposa ou da mãe, do primeiro filho, do primeiro emprego, daquele gol inesquecível de seu time, até daquela derrota dolorida ou do seu aniversário.

É o meu caso.

Nasci naquele 6 de agosto de 1951, seis anos depois dos EUA terem usado “força desproporcional” contra o Japão no lançamento da primeira bomba atômica em Hiroshima.

Aí, após 9 de agosto, com a “Bomba 2″ e a destruição de Nagasaki, o bravo Japão capitulou de vez na Segunda Guerra Mundial.

Guerra, como todas, que não deveria ter havido, não existisse o demônio Adolf Hitler, hoje nadando olimpicamente no “tacho do capeta”.

Alias, Agosto também não era nem para ter existido.

É que Agosto é fruto do poder do Império Romano e do egocentrismo de Augusto (23 de setembro de 63 a.C. – 19 de agosto de 14 d.C.).

Como Júlio César (13 de julho 100 a.C. – 15 de maio de 44 a.C.) havia criado “para si” o mês de Julho, Augusto, vaidoso, empatou o jogo, inventou Agosto e o mundo passou a ter 12 meses e não mais 10.

Agosto era inicialmente conhecido como “sextilis”.

E não é que sumiu o 10 de verdade também na seleção brasileira?

Tivemos um Neymar apagadinho na Copa dos 7 a 1 e nas anteriores ninguém passou perto de Pelé.

Hoje então…

Não temos nem 7, 8, 9 e 11 ou atacantes de camisa 7.5, 8.5, 9.5 ou 10.5.

E Dunga vem aí com 23 jogadores com notas que oscilam entre 3.97 e 6.17.

Muito pouco!

A terra arrasada “by Felipão” ainda vai precisar de muito adubo para fazer nascer mandioca dura em nosso meio campo.

Estamos vivendo a geração dos molinhos e bonzinhos como Oscar, Bernard e Willian, dos politicamente incorretos como Fred, Daniel Alves, Jô e David Luiz e dos chorões como Thiago Silva, aquele que tem mais fama do que bola.

Mas esse merece continuar, só que jamais como capitão, porque braçadeira não combina com “caganeira”.

E também acabou a bobagem que “um grande time começa com um grande goleiro”.

Nada disso ou não mais!

Não apenas “pênalti bem batido é aquele em que a bola entra” e “seleção brasileira boa é aquela que ganhou a Copa”, hoje é momento de “um time grande e vencedor começa mesmo é com um capitão-lider, um gritador-comandante em campo”.

Em tempo: em 1982 “maravilhamos” o mundo ganhando de três “Ninguéns FC”, passamos pela Argentina e perdemos para a Itália.

Mas, hoje precisamos é de gente como Zito, Dunga, Carlos Alberto Torres, Piazza, Dudu ou Chicão, e de jogadores de pavio curto como Almir Pernambuquinho, Heleno de Freitas, Edmundo, Romário e até Serginho Chulapa.

Todos “malucos”, machos, destemidos, artilheiros e não chorões.

Chega de santinhos de pavio comprido e de miolo mole.

E que Agosto seja 1000 vezes melhor do que os trágicos “felipônicos” meses de Junho e Julho de 2014.

Viva Agosto, o “meu mês”, criado pelo romano Augusto.

Aliás, vou até tomar um vinhaço em homenagem a ele neste 6 de agosto lá na capital do mundo onde não mais pago diária, mas condomínio.

Ave, Augusto!