Com Bom Senso FC, parlamentares tentam combater bancada da CBF reforçada

Leia o post original por Perrone

Na última segunda-feira, em reunião na CBF, Marco Polo Del Nero, futuro presidente da entidade, pediu aos representantes dos 40 clubes da primeira e da segunda divisão, além de dirigentes ligados a 27 federações estaduais, para que acionem os deputados de seus Estados (ou aqueles que ainda não foram acionados). O objetivo é defender os interesses dos cartolas no projeto de lei de responsabilidade fiscal do esporte, que deve ser votado na próxima semana.

Cientes do movimento para reforçar a já poderosa bancada da bola, parlamentares críticos dos dirigentes do futebol brasileiro convocam o Bom Senso FC na tentativa de convencer deputados ainda neutros a combater os cartolas.

“Na próxima terça-feira, vamos nos reunir com integrantes do Bom Senso FC na Câmara e convidar diversos parlamentares para participar do encontro. O objetivo é criar uma bancada do futebol para combater a bancada da CBF na votação do projeto, que deve acontecer já na terça”, disse ao blog o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Segundo ele, entre os membros do Bom Senso FC que confirmaram presença estão Alex (Coritiba), Juan (Internacional), Fernando Prass (Palmeiras) e Lúcio Flávio (Paraná). O deputado Romário (PSB-RJ) e o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) fazem parte do grupo de parlamentares que deve estar presente.

A votação do projeto deflagrou uma batalha inédita entre jogadores e cartolas brasileiros. Os atletas precisam de apoio para que o projeto seja aprovado com regras como a obrigatoriedade de apresentação de CND (Certidão Negativa de Débito) a cada três meses e querem a criação de um órgão independente para controlar as atividades financeiras dos clubes e facilitar a punição dos que não cumprirem a lei. Os cartolas defendem que a CND seja apresentada antes do início de cada competição e que o controle seja feito pela CBF.

Paulo André, líder do Bom Senso FC, é contra a aprovação do projeto do jeito que ele está por entender que é ineficiente para acabar com a rotina de atrasos salariais nos times brasileiros.