A SORTE DO BURRO – VOLUME 2

Leia o post original por K.O.N.G

Emerson Conceição, esse craque incompreendido.

Fala, cambada!

Estive ontem no Independência para mais uma batalha do Galo nesse Campeonato Brasileiro e não posso reclamar do que vi em campo. O Galo fez um primeiro tempo beirando a perfeição, com jogadas agudas, muita movimentação na frente e no meio de campo, apoio dos laterais, cortes precisos da zaga e tudo aquilo que nos remete àquele Galo de 2012 e 2013. Criamos inúmeras chances de abrir o marcador com Jô, Tardelli, Maicosuel e Leonardo Silva. Quando não era a trave, era o zagueiro tirando em cima da linha ou o goleiro dos caras fechando a meta. Aí fomos lá e metemos um gol de lateral só de sacanagem. Fala sério. É o tipo de jogada mais imbecil que existe, mas que tem funcionado muito e não é de hoje. Como não lembrar de Marcos Rocha aprontando contra o SPFC, na Libertadores do ano passado? Problema é da defesa adversária, que cai nessa. O Galo foi tão intenso na primeira etapa que no final dos 45 primeiros minutos o 1X0 no placar ficou barato demais para os falsos do Paraná.

No segundo tempo o Galo passou a jogar diferente, diminuindo o ritmo. Não marcava mais pressão, não apertava o adversário e cometeu o grave erro de ceder espaço no meio campo. Não demorou muito para levarmos o empate, numa falha de Victor. Muita gente disse que não foi vacilo do nosso camisa 1, mas pra mim foi e não preciso ficar aqui defendendo o Santo, porque ele tem crédito eterno. Foi falha numa bola defensável e pronto. Acontece.

O Galo acordou e daí pra frente foi só pressão pra cima do Atlético Paranaense, mas sem a eficácia necessária para meter a bola no fundo do barbante. Levir mudou o time e, mais uma vez, a sorte do burro nos salvou. Foram dois gols contra que selaram a vitória alvinegra, tipo um replay da Recopa. Aí as vaias viraram aplausos, os gritos de “burro” desapareceram da arquibancada e tudo virou festa. Até Emerson Conceição – o bode expiatório do Galo 2014 – passou a fazer algumas jogadas interessantes, olha só.

Falando nisso, é necessário sermos justos. É verdade que Emerson é fraco, é verdade que o cara parece ter 10 Kg de chumbo em cada perna, condição que o faz correr em câmera lenta naquela maldita lateral esquerda do Galo. É verdade. Só achei sacanagem as vaias para o cara ontem, não vi necessidade disso. Temos que ficar espertos, porque nunca vi vaia ganhar jogo. Ao contrário, desestabiliza o jogador e o time inteiro sente isso. Vamos combinar o seguinte: é pra vaiar? Ok, espera acabar o jogo, caramba. Aí podem vaiar até a mãe do gandula, se quiserem. Mas durante o jogo não. Durante o jogo vocês estarão jogando contra o Galo.

O Atlético do Paraná era único adversário que ainda não havia sido batido no cemitério do Horto. O resultado de ontem foi importante para corrigir essa pequena falha e dar moral para o próximo jogo, na quarta-feira. Uma vitória nos coloca na quinta posição e na briga definitiva pelos primeiros lugares. A Chapecoense que se cuide, porque vamos cair pra dentro. É vencer ou vencer, mesmo que seja na base da sorte.

Enquanto isso, Levir vai escrevendo o volume dois da sua autobiografia.

#GaloSempre

Clique aqui e avalie os jogadores do Galo que estiveram em campo nesse domingo: VOCÊ DÁ A NOTA.