Tricolor precisa de onze Álvaros Pereiras

Leia o post original por daniel perrone

Imagem: https://www.facebook.com/spfcemcartazNação do Maior do Mundo;

Após o empate diante do Criciúma no Morumbi recebi diversos comentários de torcedores desabafando diante do péssimo momento que vive o Tricolor no campeonato. A expectativa de ascensão após a Copa do Mundo através de uma “sequência fácil” foi dizimada por duas derrotas e um empate em quatro jogos contra equipes sem grande expressão no cenário nacional.

Apesar do mau resultado do último sábado, um torcedor chamou a minha atenção. Ele disse que se sentiu orgulhoso de ter levado seu filho pela primeira vez ao Morumbi e ambos terem presenciado a raça absurda do camisa 06 Álvaro Pereira. Mesmo com o gol sofrido, o anônimo torcedor contou que o filho (um garoto com seus oito anos de idade) voltou para casa com o legítimo status de torcedor do São Paulo carimbado no peito.

Imediatamente lembrei-me das primeiras partidas que assisti no Morumbi, ao lado de meu pai. Meu primeiro ídolo foi Darío Pereyra. Também uruguaio, o elegante Tricolor tomava conta da zaga ao lado de outro também brilhante Oscar, mas quando necessário suava sangue para vencer um jogo. Quando não era na técnica, era na raça e isso me “converteu”. Como muitos, não cresci contabilizando títulos de expressão e sim formando meu caráter com exemplos de superação como daquela equipe bi-campeã paulista em 80/81.

Álvaro não tem a técnica de Darío, mas nasceu com as mesmas características. O pessoal lá do Uruguai costuma dizer que não joga apenas pelo clube que defende. Ele aprende desde cedo a jogar pelo prato de comida de sua família, isso é, valoriza suas origens e trajetória durante os noventa e poucos minutos que está em campo. A brilhante participação no gol do São Paulo, roubando uma bola perdida no seu campo e iniciando uma bela jogada que culminou no tento de Alan Kardec após minutos antes sair de campo quase desmaiado após chocar-se com a cabeça no gramado mais sagrado da cidade de São Paulo é uma lição para torcedores mirins e adultos. Para vencer é preciso se dedicar 101%. É preciso deixar a alma no campo.

Não basta ter bons valores no papel. Também é preciso ter onze guerreiros dentro de campo. Equipes fadadas a serem vencedoras tem o espírito de luta impregnado no DNA e jamais se conformam com más apresentações. É preciso “quebrar o pau no vestiário” (no bom sentido) para acertar o foco e correr atrás do objetivo o tempo todo. O torcedor São-Paulino, ao contrário do que muita gente pensa por causa da “divisão do estilo das torcidas” que a imprensa propaga na cidade, gosta de elencos dedicados, que lutam e se superam a cada jogo. Isso é histórico: Até os famosos “Menudos do Morumbi” ou os esquadrões do mestre do futebol arte Telê Santana tinham isso. Aliás, Telê deixou um impressionante legado para o futebol brasileiro, mas só conquistou títulos de fato quando uniu arte com força. Talento com superação.

Que o gesto protagonizado naturalmente por Álvaro Pereira no último sábado seja um momento marcante não só para a nova geração de São-Paulinos como também um exemplo para o elenco estrelado que está atualmente no clube. Nosso clube precisa resgatar essa essência.

Saudações Tricolores!

Imagem: Facebook Tricolor em Cartaz

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