Grêmio e Inter apelam para o doutor Mistério

Leia o post original por Pedro Ernesto

Diego Vara/Agência RBS

Diego Vara/Agência RBS

Tudo nesta semana pode ser ou pode não ser. Não há nada definitivo sobre escalação, forma de jogar. Os treinadores, em semanas de grande clássico, buscam vantagens nos mínimos detalhes. Eles sabem que, neste tipo de jogo, tudo fica muito parecido, muito igual.

Um esquema surpreendente, uma escalação não esperada pode fazer diferença. Por isso, não devemos esperar times escalados até o Gre-Nal. O doutor Mistério vai passar por cima da nossa curiosidade. Só saberemos tudo quando os dois times estiverem em campo.

Os espiões
Este é outro elemento que se mistura nas semanas do grande clássico. Ele tem formas diferentes de agir. Pode se camuflar e ir só ao estádio do adversário buscando um ensaio de jogada combinada. Não é fácil, porque os treinadores, geralmente, só ensaiam jogadas com portões fechados.

Mas o espião tem os dedo-duros. São os caras que têm acesso aos treinamentos, mesmo quando fechados, e recolhem informações com naturalidade. Pode ainda ser amigo de jogador boca grande. Este também entrega tudo. Não se sabe quem é o espião, mas ele pode estar a seu lado.

 Torcedores
Não gosto desta decisão tomada pelas autoridades de segurança e pela dupla Gre-Nal que coloca somente 1,3 mil torcedores do rival nos clássicos. Primeiro porque ela desrespeita o Estatuto do Torcedor, que prevê 10% da capacidade ao adversário. Se é para botar apenas estes torcedores, mobilizando um grande aparato policial, melhor que os Grenais sejam jogados com torcida única.