San Lorenzo é favorito contra o Nacional; decisão da Libertadores começa hoje

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner e Felipe Bigliazzi

A final inédita da Libertadores tem uma equipe superior.

O San Lorenzo, único grande argentino que jamais conquistou o torneio, é ummpouco superior ao Nacional.

Tem vantagem no trato da bola, traduzindo mais qualidade individual, e vai decidir diante de sua fanática torcida.

No jogo do Defensores del Chaco, hoje, que não tem espaço para receber 40 mil pessoas tal qual define o regulamento da Conmebol, o Ciclón será apoiado por 4500 hinchas.

Eles esgotaram em poucas horas os ingressos vendidos em Buenos Aires e irão à Assunção em 3 aviões, 29 ônibus fretados e por conta própria (transporte particular, ônibus de linha).

O palco da decisão deve receber a lotação máxima de trinta e uma mil pessoas.

O San Lorenzo, dirigido por Edgardo Bauza, ídolo do meu querido Rosario Central, técnico da LDU na conquista da Libertadores e favorito para assumir o lugar de Alejandro Sabella na seleção argentina, atua no 4-2-3-1 quando marca no campo de ataque e no 4-4-1-1 se está no campo de defesa.

Villalba e Piatti, que jogam pelos lados da linha de três, recuam e formam a linha de quatro junto dos volantes Mercier e Ortigoza.

Piatti, por sinal, disputa nesta quarta-feira seu último jogo no clube.

Ficará fora do confronto da próxima semana porque precisa se apresentar ao canadense Montreal Impact, que disputa desde 20102 a Major League Soccer e o contratou.

A dupla de volantes se conhece bem.

Mecier e Ortigoza foram campeões pelo Argentino Jrs do Torneio Clausura (campeonato argentino no primeiro semestre) de 2010.

Sabem proteger o quarteto de zaga, fator indispensável no time porque os laterais Buffarini e Mas costumam ir bastante ao ataque, e também ajudam na criação se possível. Possuem boa leitura tática.

Romagnoli, ídolo no clube, é o meia. Joga centralizado na linha de três.

Ele foi fundamental na conquista da Copa Sul-Americana em 2002 e participou da equipe campeã da Copa  Mercosul em 2001, únicas glórias internacionais da agremiação do bairro de Boedo.

Não creio que o San Lorenzo irá para cima do Nacional.

A paciência para esperar brechas no sistema defensivo do adversário é uma das virtudes do Ciclón.

O Nacional chegou à decisão melhorou muito o trabalho de marcação no mata-mata.

Sofreu apenas 3 gols em 6 confrontos, contra 10 da fase de grupos.

Atua como reza a tradição dos times do país.

Gosta de marcar forte e contra-atacar.

Por isso o meio de campo tem dois volantes centralizados, Torales e Riveros, os pilares da equipe, além de Orué ou Benitez, os dois atletas que jogam abertos e são os responsáveis pelos contragolpes juntos com Melgarejo, que atuou no meio e se transforma em segundo atacante.

Todos participam da marcação.

Os laterais Mendoza e Coronel apoiam de maneira moderada. Costumam priorizar a marcação.

Emocional

Sempre é bom lembrar que as questões técnicas no futebol dependem das partes tática e emocional.

O posicionamento correto dá opções de passe, tabelas e de abrir espaços nos sistemas defensivos. Facilita a missão de quem está com a bola.

A emocional influencia em tudo.

Quem treme na hora difícil deixar de cumprir direito seu papel na parte coletiva e cai de rendimento quando tem a dita cuja.

Os aspectos emocionais pesam muito em decisões, ainda mais quando falamos da Libertadores e da chance de os jogadores entrarem na história graças à façanha de conseguirem o inédito título para o time que defendem.

Certeza, não tenho, mas aposto no título do San Lorenzo.

Provável disposição tática

Agradeço ao Felipe Bigliazzi Dominguez pela parceria no post.

Ele escreve também para o ótimo http://impedimento.org/