Mais um “jogo a menos” desperdiçado

Leia o post original por K.O.N.G

Luís Fernando Cordeiro é Galo de corpo e alma. Op Logístico, estudante de Engenharia de Produção, ex-atleta profissional. Não torce para um time, torce para uma nação.  Siga no twitter: @luisfernando_4

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Impressionante como o Galo nunca consegue aproveitar o tal do “jogo a menos”, mesmo quando o adversário parece ser um pouco mais frágil do que nós. Foi exatamente o que aconteceu ontem em Chapecó. O Atlético iniciou com a mesma formação tática dos jogos anteriores: 4-2-3-1, com Maicosuel pela esquerda, Tardelli pela direita e Guilherme centralizado, tentando se movimentar. Muitas vezes o substituto de Ronaldinho recebia a bola nas laterais, abrindo buraco no meio campo para infiltrações diagonais dos outros meias, com velocidade. Essa dinâmica, que era muito utilizada na época do técnico Cuca, poderia ser melhor aproveitada, pois confunde a marcação. É a tal da “bagunça organizada”. Acontece que, ao contrário do jogo contra o xará paranaense, nada funcionava.

Marcos Rocha – a melhor saída hoje – estava inoperante ofensivamente. Tardelli flutuava na intermediária adversária, esperando espaços para penetrar na defesa em velocidade e foi assim que ele criou algumas chances. André tentou sair da área para criar espaços e não ser apenas um finalizador. Não fez nenhum, nem outro.

O Verdão de SC tentava impor seu ritmo de mandante, principalmente na velocidade de Fabinho. Isso segurou muito Marcos Rocha, fazendo com que Pierre fosse a alternativa ofensiva. Levir poderia ter invertido e colocado Pierre em cima do Fabinho, dando mais liberdade para Rocha, até porque o lateral da Chapecoense era zagueiro de origem, quase um Emerson Conceição. Mas não. Levir não enxergou essa alternativa.

A Chapecoense, com uma formação 4-3-1-2 e sustentado por 3 volantes de contenção, não dava espaços para contra ataques. Quando se enfrenta um time fechado, os volantes precisam sair para o jogo e nesse quesito somos limitadíssimos. A situação ficou pior quando Leandro Donizete – que tem uma saída um pouco melhor – não entrou em campo. Josué, o substituto natural, não foi bem. Não conseguia atacar nem morder o adversário. Maicosuel foi outro que esteve abaixo do normal, embolando as movimentações dos meias. O Galo caiu muito de produção e num lance de escanteio Emerson Conceição não cortou a bola e o Galo tomou o gol.

Na segunda etapa, o burro mais sortudo do mundo tirou André e Maicosuel para colocar Dátolo e Luan. Sem um 9 de referência, o Galo circulava a bola na intermediária adversária sem muito perigo. A Chapecoense se manteve fechada e explorando as falhas alvinegras e catimbando o jogo. Tardelli se posicionou mais centralizado, comandando a distribuição das jogadas. Quando chegava nas laterais, principalmente na esquerda com Emerson Conceição, não saía nada de interessante. Aliás, não entendo até hoje como a diretoria dispensou Jr César para contratar Botelho e E. Conceição… coisas que só acontecem no Galo. No apagar das luzes Leonardo Silva foi lá e impediu mais um vexame do Atlético nesse Brasileirão.

A melhor saída de jogo no Galo hoje é com Marcos Rocha. Levir não enxergou que a Chapecoense anulou nosso lado direito, impedindo as descidas do nosso camisa 2. Por isso é necessário termos variações táticas, porque ficar dependendo de jogadas individuais de Tardelli a todo momento não dá. A diretoria precisa trazer urgente volantes que saibam jogar com qualidade… senão vamos depender da sorte até o final do campeonato.

Até a próxima!