Crise é gravíssima; não paramos de afundar

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Estamos afundando.

Não vê quem não quer.

É impossível explorar o potencial do nosso querido futebol diante com o cenário que descrevo neste post.

Crise de credibilidade é gravíssima; não paramos de afundar

Boa parte da opinião pública acha que o STJD olha para o distintivo das agremiações na hora de puni-las ou absolvê-las.

O órgão não tem credibilidade.

Os cartolas dos clubes são conhecidos por deixarem dívidas. Sobra gente desconfiada da conduta deles ao lidarem com o dinheiro das instituições.

Não têm credibilidade.

Os dirigentes das federações, na boca do povo, são sujeitos interessados em manutenção de poder e benefícios pessoais, e desprovidos de competência e amor ao esporte.

Não têm credibilidade.

A cartolagem na CBF sofre enorme rejeição popular e é tratada como retrógrada, incapaz e pouco confiável.

Não tem credibilidade.

Os empresários, inclusive os que trabalham direito, se transformaram em vilões na visão dos torcedores. Os sanguessugas do mundo da bola.

Não têm credibilidade.

Nem os jogadores foram excluídos do cenário deprimente.

No fim dos campeonatos, basta a má atuação de uns times para começar o diz que diz sobre resultados armados.

Alguns profissionais são chamados de mercenários. Escutam que não respeitam os mantos sagrados, além de comentários sobre suas supostas tentativas de derrubarem os treinadores.

Já confirmaram isso em público e muita gente achou divertido.

Há técnicos brasileiros carregando a fama de privilegiarem seus agentes preferidos.

A crise de credibilidade também atingiu os protagonistas, não todos obviamente, do espetáculo.

Os torcedores da maioria das equipes acompanham os jogos esperando ‘apenas’ a vitória do clube amado. Sequer cogitam a chance de o confronto ser bonito.

Até o moral da seleção nacional desmoronou.

Estamos afundando enquanto os erros se repetem.

Nosso futebol necessita reagir e isso só vai acontecer se houver profundas mudanças.

Passou da hora de a sociedade brasileira entender que ética e respeito ao próximo são os valores mais importantes e geram ótimos resultados.

A alemã compreende isto.

Insisto

Se o governo aprovar o refinanciamento das dívidas dos clubes e a Lei de Responsabilidade no esporte sem os itens que deixam os dirigentes antiéticos assustados, acuados e impossibilitados de manterem a conduta tradicional, fará algo pior para nosso futebol do que a seleção brasileira na semifinal da Copa do Mundo.

Este post é a reprodução da minha coluna de sábado passado no Lance.