Robinho

Leia o post original por Mauro Beting

Se tivesse nascido em Milão, Manchester ou Madri, Robinho um dia jogaria na Vila.

Se não tivesse crescido nas areias de grama da Baixada, ou na grama arenosa das praias banhadas e abençoadas por todo o Santos, Robinho seria alvinegro da Vila Belmiro.

Quem aprendeu a pedalar não esquece. Quem viu Robinho pedalar e bailar em 2002, menos ainda. Ele e belo elenco cresceram nos jogos certos. Em seis partidas contra São Paulo, Grêmio e o rival dos rivais santistas, o alvinegro paulistano, Robinho foi pra lá e foi pra cá para ficar eterno.

Nenhum colosso acabou com a fila de títulos campeão do Brasil. E com o último chute de Léo. E com o gol de Elano que Robinho criou. E com as pedaladas que ele criou e finalizou na final.

Campeão em 2004 do Brasil. Campeão da Copa do Brasil e do SP-10 com os Meninos da Vila 3.0. Com o caçula Neymar chegando além dele.

Também por Robinho ter sido aquém do potencial quando chegou a Madri. Quando rodou por Inglaterra e Itália. Quando rodou no sonho de ser o melhor do mundo.

Ele não foi o que pintava ser. Também pela concorrência de Cristiano e Messi. Entre outros.

Mas tem um planeta onde Robinho é tudo. Só não é mais no panteão de Deuses de todo o Santos pela quantidade e qualidade da concorrência.

Mas ainda é muito. E poderá ser no futebol pobre do Brasil um rico talento que pode ser mais do que pareceu ser no início.

Se Robinho não foi tudo aquilo que sonhamos, quem sabe deliramos, que seja no Santos parte do muito que já foi.

E já será bom demais.

Como, para o santista, será ainda mais retornando ao clube no clássico que jamais perdeu.