Mais que 3 pontos, valeu o sorriso do velho.

Leia o post original por K.O.N.G

Dia dos pais? Partiu Indepa.

Fala, cambada!

Tivessem avisado que o jogo seria daquele jeito, obviamente não teria levado meu velho ao campo ontem, devido ao histórico cardíaco do coroa: são nada menos que 7 infartos na carreira, a maioria deles culpa do Galo. Acontece que era Dia dos Pais e isso lá em casa significa família reunida no estádio, celebrando a felicidade de ser atleticano com o cara que nos ensinou a torcer para o Galão da Massa. Não tem nem que ver: missa de manhã, almoço na casa da mãe e quando dá a hora é “partiu Indepa”. Impagável a felicidade do Sô Elson, ainda mais que Conceição não estaria em campo.

Tudo parecia dentro do script, quando Tardelli meteu aquele golaço, abrindo o marcador. A festa finalmente havia começado. Antes, Jô havia perdido um gol cara-a-cara, depois de uma falha bizarra da zaga paulista. Bateu de direita – que é a perna ruim – e por isso foi perdoado. A pressão do Galo era gigante e isso dava a falsa impressão de que seria uma vitória tranquila em cima do Palmeiras, time que também enfrenta seus demônios nesse campeonato.

Só que não. Numa cobrança de escanteio, logo no início do segundo tempo, os caras empataram o jogo. Daí pra frente foi sufoco, meu amigo. O Galo atacava desesperadamente e eu não sabia se me preocupava mais com nossa defesa aberta ou com o coração do Sô Elson. Olhava para o campo, olhava para o coroa, olhava para o campo, olhava para o coroa e foi assim até o final do jogo. Bateu desespero quando Jô, mais uma vez frente a frente com o goleiro adversário, perdeu a chance mais clara e imbecil de colocar o Galo à frente, ainda mais com Tardelli sozinho dentro da área pedindo bola. É óbvio que Jô tentou acabar com o jejum de gols que o persegue desde abril, mas esse peso tá deixando nosso camisa 7 desesperado e burro ao mesmo tempo. A questão é: se não tem Jô, tem André. Então, o negócio é submeter nosso centro avante a uma seção de descarrego ou coisa do tipo, pra ver se tira a urucubaca do cara, porque se continuar perdendo gols assim, “tamo na bosta”.

Levir mudou o time, mas dentro de campo nada mudava. O Galo pressionava, pressionava e nada do gol sair. O tempo estava acabando e quando muita gente não acreditava mais, um argentino foi lá e resolveu a parada. Para nossa alegria não foi um dos 350 hermanos do time alviverde. Foi Dátolo, Jesus Dátolo, o que tem o número 23 nas costas. Lembrei de um post que fiz ano passado, quando Dátolo também fez um gol salvador, no fim da partida. O título era “only Jesus saves” e nunca fez tanto sentido, afinal, empate em casa em pleno dia dos pais seria sacanagem. Dátolo, literalmente, salvou o domingo.

Fim de jogo, alegria na arquibancada. No fim das contas essa vitória valeu demais. Valeu 3 pontos. Valeu a 6ª colocação. Valeu o sorriso do Sô Elson.

O que mais eu poderia querer?

#GaloSempre

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