Um Figueirense melhor. Um Argel diferente?

Leia o post original por diego simao

O Figueirense fez algo que não ocorria desde 2012, aparecer fora da Zona de Rebaixamento. Parece mentira, mas é isso mesmo. A lembrança foi do amigo Henrique Santos.

E foi merecido. O alvinegro cresceu e está melhor na competição. Mas como chegamos a colocar no último texto, não dá para comemorar horrores.

O Figueira está fora da Zona do Rebaixamento, mas o campeonato não acabou, não estamos salvos e muito menos longe da degola. Uma derrota, um deslize e para lá voltamos.

O que mudou, no entanto, foi a atitude do time. Mais pegada, mais vontade, mais garra. Até o último minuto ficamos em cima, e foi em bola cruzada, aproveitando a estatura de Marquinhos, que a vitória veio no final.

A zaga vai bem obrigado, a proteção de zaga também. As laterais finalmente começam a trabalhar, principalmente com Cereceda. Mas ainda tem muito o que melhorar.

O ataque não se encontrou ainda, principalmente Ricardo Bueno (que tem qualidade), precisa de confiança . E quem joga com Ricardo Bueno? Ainda não se encontrou o melhor parceiro de ataque. Trabalho para Argel.

No meio, as coisas parecem engrenar. Marco Antônio vem recuperando seu futebol, apesar de que uma maior constância em sua atuação seria bem vinda. Mas devemos aplaudir a melhora.

A exagerada confiança que se depositou em Léo Lisboa não se traduziu em um bom desempenho. Pior, ainda saiu mais cedo que o previsto. Entrou Giovanni Augusto, que com falta de ritmo de jogo, seria injusto se esperar mais do que se viu.

Ou seja, com uma melhora aqui e ali, podemos melhorar ainda mais e quem sabe ter um Brasileiro mais tranquilo.

E quanto Argel?

Uma coisa é certa, Argel quando chega, é só alegria. Na tática do “vamu lá porra” os jogadores se animam, o time muda. “Treino é jogo, jogo é guerra” e outras frases motivacionais pipocam da boca dos jogadores e Argel fala em “trabalho, trabalho e trabalho”.

Mas esse é o começo. É notório o histórico de que Argel se perde com o tempo. Não sabe lidar com as derrota (que virão) e perde o grupo ao não saber superar elas.

Fiquei extremamente feliz com a vitória de ontem, mas a coletiva pós-jogo me assustou. Dedicou a vitória ao presidente (como se o presidente fosse maior que o clube), desabafou, fez auto propaganda e por ai foi. Cedo demais para isso.

Eu não consigo acreditar nos exageros. Certa vez, um conhecido meu falou: “tudo em exagero na vida faz mal” e isso nunca me saiu da cabeça. Ver a reação do treinador na entrevista ligou um sinal de alerta (pelo menor para mim) de que para o bolo desandar não precisa de muito.

Quero muito que Argel – finalmente – tenha um trabalho com continuidade e de mesma intensidade durante todo o campeonato. Assim, o Figueirense iria longe. Quem sabe esse é o ano de Argel, que ele muda e consegue fazer um grande trabalho. É isso ou se consolida como bom técnico tampão de uma vez.

Abraço do Tainha