James Rodríguez ‘apanhou’ do esquema tático de Ancelotti; treinador tem muitas opções e algumas dúvidas para escolher o Real Madrid titular

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De Vitor Birner

A temporada ainda está começando nos principais centros do futebol europeu.

Carlo Ancelotti tem o elenco com mais estrelas do planeta e busca a melhor maneira de posicioná-las.

Kroos, meia da Alemanha na Copa do Mundo, formou a dupla de volantes com Modric na vitória por 2×0, que garantiu o título da Supercopa do velho continente diante do Sevilla.

James Rodriguez precisou compor junto com eles o trio de marcação na frente dos laterais e zagueiros, e também foi encarregado de se aproximar de Cristiano Ronaldo e Bale, que atuaram abertos, e Benzema, o centroavante.

Dos três, o galês, caso necessário, ajudou na marcação; o português, autor de ambos os gols, e o francês atuaram apenas como atacantes.

O time utilizou o 4-3-3 que se transformou em 4-4-2 nos recuos de Bale, ou no 4-2-3-1 torto e errado pela dificuldade de James.

O colombiano marcou na esquerda, na mesma linha de Kroos e Modric, e tentou se transformar em meia, pelo centro, quando o Madrid tinha a bola.

Não foi de fato testado defensivamente, pois o sistema ofensivo do Sevilla pouco fez, e nem conseguiu aparecer na criação como o necessário.

Ficou perdido, em especial na parte ofensiva.

A distância entre eles e os homens de frente foi maior que a correta.

Di María, por exemplo, executa com facilidade a função que coube o James Rodríguez e ficou no banco durante a decisão.

Ancelotti deve ter optado pelo colombiano por alguns motivos:

O PSG quer o argentino, James é a principal contratação do time que habitualmente investe numa estrela, e talvez o treinador acredite mais no potencial ofensivo do meia-atacante que hoje foi volante.

A formação utilizada nesta terça-feira permite uma variação tática interessante. O time pode ser posicionado no 4-1-4-1, com Modric de volante, atrás da linha de quatro formada por Bale e Cristiano Ronaldo pelos lados, e James e Kroos entre eles.

Não foi apenas James quem encontrou dificuldades por falta de entrosamento.

Ancelotti, treinador experiente e competentíssimo, deve ter notado também que havia espaços entre os volantes e a linha de zagueiros e laterais, situação normal no início do ano futebolístico.

Certamente vai trabalhar isso nas próximas semanas.

Cobrará Kroos, Modric e James, caso decida insistir com eles e o esquema tático.

Como Tite uma vez afirmou, o campo fala.

Ele é quem vai mostrar ao treinador, que deve ter várias dúvidas e precisa ver como tudo funciona na prática antes de escolher a formação principal.

Se quiser simplificar, Ancelotti pode escalar ou Khedira, ou Xabi Alonso, ou Isco, ou Illarramendi ao lado de Modric na dupla de volantes, adiantar Kroos e usar o alemão centralizado, entre Bale e Cristiano Ronaldo na linha de três do 4-2-3-1 que permite variações para o 4-4-2 (Bale recuado) e o 4-3-3 (Bale e Cristiano Ronaldo na mesma linha de Benzema).

Vai acelerar muito o entrosamento.

A única certeza diante de tantas boas possibilidades, é que a disputa por posições no CT de Valdebebas será intensa e deve provocar construtivas e interessantes polêmicas.