Petros

Leia o post original por Mauro Beting

 

O árbitro Raphael Claus não tinha de mais uma vez se colocar mal em campo. O que é um erro de posicionamento, que prejudicou um lance de ataque corintiano, na Vila Belmiro.

Petros não podia desviar sua corrida só para dar uma trombada nas costas do árbitro por ter se irritado com o erro dele. O que é um desatino que merece punição severa.

O árbitro tinha como não relatar na súmula o encontrão do corintiano por não ter visto – e jamais imaginado tal situação que, porém, poderia ter sido vista por algum membro da equipe de arbitragem.

O árbitro pode – mas não deve – fazer um adendo na súmula por conta do encontrão. “Reapitar” um jogo é sempre um precedente perigoso.

Petros pode se defender, com a inteligência e boa vontade que tem. Só não pode extrapolar ao dizer que não foi para tudo isso.

O procurador do STJD Paulo Schmitt pode e deve enquadrar o volante corintiano. Só não precisa prejulgar e pré-condenar o atleta antes do próprio tribunal, aparecendo mais na mídia que a família Zveiter.

A suspensão de 120 dias por “agressão física” é muito pesada para o caso, pelo artigo 254 do CBJD. A punição de um a três jogos ou de 15 a 60 dias é pouco, pelo artigo 250, por “ato desleal ou hostil”.

Enfim, qualquer que seja a decisão do tribunal será contestada. E muito. O caso é inusitado, as penas são discutíveis, as paixões são exacerbadas.

Só não pode é o Fla-Flu que virou: Petros não merece ser preso; nem receber o prêmio Fair-Play 2014.

Nem merecemos discutir tanto o assunto.