Eliminação premiada

Leia o post original por Mauro Beting

O Fluminense que pode ser campeão brasileiro ser eliminado da Copa do Brasil em casa ao levar uma virada por 5 a 2 para o América (13o na Série B) de Pimpão, Alfredo e Max, depois de ter vencido por 3 a 0 em Natal, não é normal.

O São Paulo que ainda pode chegar ao G-4 do BR-14 ser eliminado no Morumbi pelo Bragantino de Geandro, Lincom e Léo Jaime, que luta para não cair para a Série C, também não é normal – como não é natural jamais ter conquistado uma Copa do Brasil um tricampeão da Libertadores, e menos ainda não se acertar o time de Muricy.

O Internacional que pode ser tetracampeão brasileiro – se o Cruzeiro der mole – perdeu em casa para o Ceará e, com um misto, novamente foi batido pelo vice da Copa do Brasil de 1994.

Noite anormal como foi a de Buenos Aires, quando o Nacional do Paraguai fez até o que não pôde para quase segurar o San Lorenzo. Título inédito merecido para o clube argentino.

Mas é merecido um grande clube eliminado da Copa do Brasil ganhar vaga para a Sul-Americana?
Alguém realmente deu mole na competição nacional para pegar outro atalho rumo a Libertadores de 2015?

Não sei.

Só sei que o baixo nível do futebol aqui e nos hermanos permite todo tipo de zebra. Inclusive numa Libertadores que mais pareceu oitavas de final na Copa Sul-Americana.

Também é o caso de discutir mais uma vez a premiação por eliminação.

Eu adoraria prestar concurso na prefeitura da minha cidade e, em caso de não passar, ganhar uma vaga para trabalhar na ONU.

Não acredito que Fluminense, São Paulo e Inter tenham optado pela Sul-Americana. Não é da história deles. Não é do caráter e competência dos profissionais que jogam por eles.

Mas como estamos desmoralizando até o inacreditável em nosso futebol, tudo é possível. Tudo é passível. Tudo passa.

E não tem mais um gol da Alemanha, não.

Tem é outro gol contra do futebol brasileiro.