Santos não teria eliminado o Londrina se Robinho não estivesse em campo

Leia o post original por Vitor Birner

De Vitor Birner

Santos 2×0 Londrina

O Santos se classificou à fase seguinte da Copa do Brasil por causa de Robinho.

O novo contratado foi, de longe, o melhor em campo no confronto equilibrado.

Mostrou futebol de nível bem superior ao dos outros jogadores.

O gol foi dele e todas as chances claras do Peixe tiveram a sua participação fundamental.

Certamente o Peixe estaria na Copa Sul-Americana caso o veterano das pedalas não tivesse jogado.

Tática e andamento no 1° tempo

Oswaldo de Oliveira posicionou o time no 4-2-3-1.

Lucas Lima, Thiago Ribeiro e Robinho formaram o trio à frente dos volantes Arouca e Alison, e atrás do centroavante Leandro Damião.

Os responsáveis pela criação se movimentaram em busca de espaços, mas não com a sincronia necessária.

Londrina ‘flutuou’ do 4-5-1 na marcação para o 4-3-1-2 com a bola.

Paulinho, atacante pelos lados, e o centroavante Joel se revezam como quinto homem do meio de campo quando o Peixe tentou fazer a transição da defesa ao ataque com a dita cuja.

O time de Cláudio Tencatti se defendeu bem antes do intervalo.

O treinador mandou o volante Bidía seguir Robinho em qualquer lugar do gramado e o atleta cumpriu o dever com louvor.

O Tubarão só deixou alguns espaços para os laterais santistas trabalharem na parte ofensiva e apenas Cicinho aproveito para arriscar os cruzamentos, única opção ofensiva da equipe antes do intervalo.

O maior tempo de posse de bola e a constante presença no campo de ataque nada renderam aos comandados de Oswaldo de Oliveira.

O Londrina preparado para apostar nos contragolpes também decepcionou nos lances ofensivos.

Teve uma grande chance com Paulinho, que aproveitou o erro do zagueiro Jubal, ficou de frente para o Aranha e finalizou mal.

Os goleiros não fizeram uma defesa sequer em todo 1° tempo.

Outro jogo

Paulinho desperdiçou perdeu outra logo depois do período de descanso.

O contragolpe nasceu no erro de passe de Robinho, que se tornaria o protagonista da classificação.

Edu Dracena, fora dos gramados desde janeiro, substituiu Jubal, aos 7 minutos, que se machucou.

Em seguida, Leandro Damião fez o trabalho de pivô, ajeitou a bola dentro da área – o Peixe só havia entrado nela uma vez desde o começo da partida e Cicinho pediu o pênalti que não houve – ´para Robinho dominá-la, carregá-la e achar o espaço para balançar a rede na primeira finalização correta do time no confronto.

O jogo ficou muito diferente por causa do 1×0.

Leandro Damião, em seguida, acertou a trave.

O Tubarão passou a atacar com sete jogadores e a deixar três para na marcação dos contragolpes.

Cláudio Tencatti, aos 16, substituiu Léo Maringá, volante que tentou ajudar na criação, por Rone Dias, um meia.

Celsinho, o meia à frente do trio de volantes até aquele momento, precisou recuar um pouco e se dividir entre o auxílio a Bidía e Diogo Roque, o volante mais defensivo, e a ajuda ao Rone Dias na criação.

A presença ofensiva do Londrina aumentou, os espaços para os contragoles santistas também e o protagonismo de Robinho ainda mais.

Atuando na maior parte do tempo na esquerda, sofreu faltas, fez o zagueiro Dirceu levar cartão amarelo e criou chances para seus companheiros perderem.

Thiago Ribeiro não vai esquercer

As mais claras foram desperdiçadas de maneira impressionante por Thiago Ribeiro.

Escorregou na primeira depois de receber o passe de Lucas Lima e chutou  por cima a outra, quando não havia goleiro e ninguém á frente, no rebote da finalização de Robinho que bateu na trave.

Perigoso

O Londrina levou perigo.

Ameaçou algumas vezes.

Aranha viu três finalizações passarem muito perto das traves em jogadas que ele não seria capaz de evitar o empate.

A opção de Oswaldo funcionou

Aos 33, Tencatti trocou o volante Bidía pelo atacante Madison. Deixou apenas um boleiro com características defensivas no meio de campo.

A mudança tornou a presença de Leandro Damião contraditória com as circunstâncias do jogo.

O Londrina ocupou o campo de ataque e Oswaldo de Oliveira foi ‘forçado’ a escolher um dos caminhos para adaptar o time à realidade daquele momento.

Ou reforçava o contra-ataque, ou a proteção aos zagueiros e laterais.

Em ambas, o centroavante precisava sair.

O treinador escolheu o primeiro e colocou Rildo, aos 36.

Em seguida Davi Ceará ocupou o lugar do cansado e pouco produtivo Celsinho.

Aos 43, Robinho de novo puxou o contra-ataque e tocou para Rildo, na primeira chance dele, fazer 2×0.

Alan Santos ainda entrou no lugar de Arouca no minuto seguinte ao gol e viu Paulinho e Joel desperdiçarem uma oportunidade cada de balançarem a rede e levarem a decisão para as cobranças de pênaltis.

Justo

Nenhum dos pênaltis pedidos aconteceu.

O árbitro errou ao não mostrar alguns cartões amarelos em faltas duras ou nas que pararam contragolpes dos rivais.

Não interferiu no resultado.

Decepção

Robinho é atração para o santista.

Se trata de um ídolo da nação santista.

Mas apenas 4499 torcedores foram à Vila Belmiro.

Ficha do jogo

Santos – (4-2-3-1) Aranha; Cicinho, Jubal (Edu Dracena), David Braz e Mena; Alison e Arouca (Alan Santo); Lucas Lima, Robinho e Thiago Ribeiro; Leandro Damião (Rildo)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

Londrina (4-3-1-2) – Vítor; Lucas Ramon, Sílvio, Dirceu e Allan Vieira ; Diogo Roque, Bidía (Madison) e Léo Maringá (Rone Dias); Celsinho (Davi Ceará); Joel e Paulinho
Técnico: Cláudio Tencatti

Árbitro: Wagner dos Santos Rosa
Assistentes: Wendel de Paiva Gouveia e Michael Corrêa
Público: 4.499 – Renda: R$136.670,00

Ao vivo

Comentei o jogo, ao vivo, no Placar Uol. Eis o link para quem quiser ver o que disse durante o confronto.

http://futebol.placar.esporte.uol.com.br/futebol/copa-do-brasil/2014/08/14/santos-x-londrina-pr.htm