São Paulo envergonha a sua torcida; Bragantino foi superior e mereceu a classificação na Copa do Brasil

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De Vitor Birner

O São Paulo proporcionou aos seus milhões de seguidores uma desclassificação das mais patéticas possíveis.

Alguns jogadores não lutaram e correram.

Apenas aceitaram a situação enquanto permaneciam em campo vendo o o guerreiro Bragantino com dedicação que lhes devia servir como exemplo.

Tinha obrigação de ganhar com tranquilidade da pequena agremiação que está na zona do rebaixamento da segundona.

A missão, em tese, ficou mais simples depois da falha do goleiro Renan que terminou com Paulo Miranda fazendo 1×0 no começo do jogo após a cobrança de escanteio de Ganso.

O time de Muricy, com os velozes Ademílson e Osvaldo pelos lados da linha de três do 4-2-3-1 e Pato de centroavante, tinha as características ideais para contra-atacar.

O Bragantino marcava a saída de bola desde o começo e precisava ir para cima.

Mas no quarteto ofensivo escalado por Muricy, apenas Osvaldo produziu algo interessante com passes que deixaram Pato e Ganso de frente para o Renan, todos logo após o 1×0.

O meia e o centroavante perderam as chances que certamente mudariam o rumo do confronto.

Isso seria um mero detalhe se tivessem atuado de maneira razoável.

Pato, o pior de todos, foi omisso como quase sempre; Ganso, pouco participativo, não fez nada; Ademílson também manteve seu baixo padrão de qualidade.

Como o centroavante não marca ninguém, Ademílson faz isso mal e o Ganso também falhou na missão, o Braga mesmo com apenas um volante de origem ganhou a suposta disputa no meio de campo e pôde testar o frágil sistema defensivo do São Paulo.

Luis Ricardo, o lateral que Milton Cruz indicou como grande solução para a posição mas sequer compreende o espaço que deve ocupar para executar a função, ficou perdido.

O Braga aproveitou e conseguiu diversos cruzamentos e ataques do lado dele.

O gol do empate, aos 23, marcado por Cesinha noutra falha de Rogério Ceni (vem errando frequentemente), foi construído no setor de Luis Ricardo e encerrou o pequeno período de superioridade do São Paulo.

O Bragantino foi mais perigoso até o fim do 1° tempo.

Depois do intervalo, quando Muricy substituiu Maicon, pois havia recebido cartão amarelo, por Denílson, pouca coisa mudou.

Houve momentos de equilíbrio e de superioridade dos comandados de PC Gusmão.

A virada aconteceu por causa da tradicional dificuldade são-paulina na marcação da jogada aérea.

Gol de Gustavo, aos 19, após a cobrança de escanteio.

No terceiro, as 29, Rogério Ceni espalmou para o meio da área depois do cruzamento e o zagueiro Guilherme aproveitou o rebote para garantir a classificação.

O São Paulo sequer esboçou alguma espécie de reação.

Continuou inofensivo e envergonhando seus torcedores.

Resultado justo.