Kardec acerta as contas: Palmeiras 1 x 2 São Paulo

Leia o post original por Mauro Beting

VISÃO DE JOGO – Leia amanhã, no LANCE!

 

Basicamente por uma questão de acerto de produtividade, Alan Kardec não fechou contrato com o Palmeiras, e, sim, com o São Paulo. Henrique foi contratado para o lugar dele para, bisonhamente, perder o gol da virada verde, aos 41 finais. Dois minutos depois, como já havia acontecido no Dérbi em Itaquera, uma bola bateu na trave esquerda de Fábio, nas costas do goleiro palmeirense, e definiu o clássico: gol de Alan Kardec. Contas acertadas no placar para o melhor time em campo. Mais contas a serem feitas pelo alviverde que luta para não cair no ano do centenário.

O Palmeiras sentiu a ausência de Valdivia e o palmeirense sentiu a ausência de Palmeiras. O chileno voltou. E voltou a se lesionar. Sentiu o olho e tontura depois de um choque com Kaká, aos 13 minutos. Só foi substituído por Felipe Menezes sete minutos depois, quando a inegável criatividade que o chileno dava à equipe saiu com ele para o vestiário. O São Paulo resolveu jogar, com Kaká e Ganso tentando armar, Pato e Kardec tentando atacar, os laterais presos, e o jogo parando nos passes para os lados e errados.

O Palmeiras soube que o São Paulo tem errado muito no jogo aéreo. E o Verdão resolveu só jogar a bola para cima, para o alto, e para o lado errado no primeiro tempo sofrível, com uma chance para cada lado, com toda a boa vontade que faltou às equipes.

Não era um jogo “tático” ou “muito marcado”. Foi apenas mais uma partida tecnicamente medonha. Do Palmeiras ainda se entende, pelo elenco fraco e desentrosado; do São Paulo, pelos nomes que tem, pela posição na tabela, tinha de ter atuado mais.

Foram apenas três finalizações no primeiro tempo pavoroso. Na segunda etapa, Gareca manteve o 4-2-3-1, mas com Henrique isolado pelo meio sem criatividade, e apenas com a correria de Allione e Mouche pelas bandas. Muricy abriu Kaká pela esquerda, recuou um tanto Kardec, os quatro da frente se mexeram bem, e o São Paulo só não fez mais estragos além do primeiro gol (em saída errada de Fábio que deu a bola para Ganso presentear Pato, aos 8 minutos), por causa do assistente número dois: ele errou ao menos três impedimentos que atrapalharam o ataque tricolor, que chegava com perigo à desguarnecida meta adversária. (E estava impedido Leandro no lance que Henrique iria perder, em falha do outro bandeirinha).

O Palmeiras ainda empatou com Henrique, aos 14 minutos, batendo pênalti discutível, em bola que bateu no braço de Edson Silva. Cristaldo estreou bem, pela esquerda, dando um pouco mais de cor e calor ao clássico que esquentou um pouco na segunda etapa. Mas o São Paulo, longe de ser brilhante, fez o suficiente para vencer um Choque-Rei que deixou o palmeirense ainda mais preocupado e traumatizado. E o tricolor ainda cobrando mais futebol do time de Muricy. Não pode só jogar isso o São Paulo. Não pode o Palmeiras não jogar mais em 2014.