Palmeiras erra demais e “racionamento de vitórias” segue firme no Brasileirão

Leia o post original por Flavio Canuto

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A fase é terrível mesmo. Joga mal, perde. Joga bem, perde. Já são nove partidas sem vitória nesse Brasileirão 2014. Até quando? Não sei, mas hoje tínhamos tudo para terminar com esse jejum.

Para piorar, o Botafogo venceu o rei do tapetão por 2 a 0 e esse resultado nos colocou na zona do rebaixamento.

O início do clássico teve Valdívia como protagonista. Com muita disposição e qualidade técnica, o meia começou a 150 km/h e colocou Henrique na cara do gol logo aos 4 minutos, com o limitado atacante chutando fraco.

Sua boa cobrança de falta, aos 8 minutos, passou bem perto da meta de Rogério Ceni só aumentava a expectativa do torcedor palmeirense.

Que, infelizmente, morreu aos 13 minutos, quando Valdívia saiu de campo depois de colocar a mão na parte posterior da coxa. Já no carrinho, no entanto, o meia colocou as suas duas mãos no rosto e pediu para ser substituído alegando “tontura”.

Sinceramente, acho que os tontos somos nós torcedores que seguimos acreditando que é possível contar com o futebol de Valdívia. De que adianta ter um jogador talentoso, com um salário tão alto se nunca podemos contar com ele?

Depois de passar por exames, foi constatado que o meia sofreu uma fratura no nariz e vai passar por uma cirurgia. Pelo menos não é a coxa e nem a fibrose, etc.

Aos 19 minutos, entrou Felipe “Oxigênio” Menezes em seu lugar, ou parece que entrou. Desde a saída de Valdívia, o Palmeiras morreu na primeira etapa.

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Tivemos ainda um chute ridículo do Henrique que, assim como Wesley e Leandro deve voltar para o banco de reservas, e mais nada. O adversário também não conseguiu criar muita coisa e o jogo acabou sendo disputado no meio-campo, com muitos passes errados e faltas.

O panorama da partida parecia diferente no segundo tempo. As duas equipes pareciam buscar mais o gol e jogo ficou bem mais aberto. Aos 8 minutos, no entanto, Fábio deu passe grotesco de presente para Paulo Henrique Ganso, que deixou Pato livre. O atacante teve ainda a liberdade de escolher o canto e abriu o placar.1×0.

Alguns minutos depois, quase levamos o segundo gol. Kardec recebeu dentro da área e, cara a cara com Fábio, perdeu um gol que ele não costuma perder. Chutou para fora.

Quem não faz, toma – Parte 1. Aos 13 minutos, o zagueiro Edson Silva meteu a mão na bola dentro da área. Pênalti, que Henrique converteu com classe aos 15 minutos. 1×1.

A partir daí, o jogo se mostrou ainda mais aberto, com o São Paulo tendo boas oportunidades para matar o jogo nos contra-ataques e o Palmeiras, meio que na base do abafa e em chutes de fora da área de Renato, tentava o segundo gol. O volante foi muito mal no início da partida, mas depois se recuperou e terminou como um dos melhores em campo.

Outro que entrou muito bem foi o recém-chegado Cristaldo, que substituiu Pablo Mouche. O cara mostrou personalidade, foi pra cima, criou boas jogadas tanto do lado esquerdo como na direita. Gostei de ver.

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Aos 41 minutos, um lance definiu a partida e a colocação do Palmeiras no campeonato.

Leandro (que havia acabado de entrar na vaga de Felipe Menezes) ficou cara a cara com Rogério Ceni, mas chutou no corpo do goleiro adversário.

O atacante ainda conseguiu dominar a bola após o rebote e tocou para para Henrique fazer o gol da virada palmeirense, mas o que aconteceu? Henrique, livre na área, caiu de bunda no chão e perdeu a bola do jogo.

Quem não faz toma – Parte 2. Eu ainda lamentava a incrível oportunidade perdida quando, dois minutos depois, em cruzamento na na área, Kardec cabeceou e Fábio, em nova falha grotesca, pulou atrasado e viu a bola bater na trave, nas suas costas e entrar no gol. Era o golpe de misericórdia. 1×2.

Imagino o que deve ter passado pela cabeça do presidente naquele momento. Será que valeu a pena economizar tanto e perder um atleta que queria continuar por aqui? Sem comentários.

Pois é, tivemos a chance de matar o jogo no final da partida, não aproveitamos e levamos o gol logo em seguida. Vamos jogar contra o Sport e o nervosismo já nesta quarta-feira, em Recife.

Estamos na zona do rebaixamento, mas acredito que temos tempo e capacidade para sairmos dessa. O problema é que o Gareca já mostra desânimo e precisamos vencer logo. Ruim com ele…

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Abraço a todos!