FINALMENTE CHEGAMOS LÁ.

Leia o post original por K.O.N.G

Fala cambada!

Difícil dar bom dia hoje, hein. Empatar com Criciúma? Tudo bem. Empatar com Chapecoense? Vai lá. Empatar com Figueirense? OK. Agora, perder para o Flamengo… não dá. Na boa, perder para um time que tem Marcio Araújo no meio campo e que é comandando por Luxemburgo é demissão por justa causa. Putaquepariu, como conseguimos ser tão medíocres? Como, meu Deus? Esse, sem dúvida, é o fundo do poço.

O Galo ontem parecia ter onze Emersons Conceições em campo, cruz credo. Até Victor – acostumado a transformar água em vinho – foi possuído pelo espírito do lateral beiçudo e aí meu amigo, quando nem o Santo consegue dar jeito, é sinal de que a coisa tá feia mesmo. Tenho saudade daquele tempo em que o Galo tinha presidente pulso firme, que falava alto e chutava portas nesse tipo de situação. Kalil era bom nisso, mas quando se deve dinheiro pros caras não dá pra cobrar nada e não resta outra coisa a não ser enfiar o rabo entre as pernas e concordar com tudo isso. Vai falar o que? Que vai pagar quando a grana do Bernard sair? Até quando essa será a desculpa?

Mas não é só esse o problema do Atlético. A cada entrevista coletiva, Levir mostra sinais claros de que não tem a menor noção do que está fazendo. Eu fui um dos que apostou na vinda de Levir para tentar salvar o ano, mas agora percebo que esse foi mais um ato desesperado do que racional. Com Autuori no comando, qualquer um que chegasse aqui seria festejado. E foi assim com Levir. Pior disso é que os números nos mostram que o aproveitamento dos dois é idêntico. Autuori teve 60,8% contra 60,3% de Levir, ou seja, saímos da bosta pra cair na merda e eu não sei dizer qual das duas coisas é pior. Futebol não é ciência exata, mas tem hora que precisamos contar com a matemática para buscar algumas respostas. Se não, vejamos:

Teorema de Levir

Teorema de Levir

Não é preciso ser nenhum René Descartes para saber a resposta. A pergunta é: se metermos o pé na bunda do resultado dessa equação, quem vem? Tite? Procópio? Papai Joel? Me ajudem a pensar aí, porque as opções que vejo são tão tenebrosas quanto.

O bom é que nem só de notícias ruins vive o atleticano. Depois de dois anos esfolando o torcedor e forçando uma mutação genética cabulosa que transformou a torcida mais fanática do país num bando de coxinhas, a diretoria alvinegra resolveu reduzir o preço dos ingressos para o próximo jogo. Novidade? Claro que não. Sempre que a casa cai é isso que acontece, porque qualquer um sabe que na hora do aperto, quem empurra esse time é o cara que vai de chinelo pro estádio, com aquela camisa velha do Galo de 1994 cheirando a trabalho que faz os colecionadores pirarem o cabeção. Que na hora do “vamo vê”, não dá pra contar com a burguesia gritando 90 minutos, afinal, suas lindas gargantinhas não foram feitas para isso. E que é o ingresso de R$ 10,00 que traz a verdadeira torcida para o estádio. Simples assim.

É a tal “hora de abraçar o Galo.”

E a gente, que nem mulher de malandro, volta correndo pros braços do safado.

Bora encher aquela porcaria de estádio e descontar nossa raiva no Internacional.

#GaloSempre